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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Liderança feminina: não só questão de gênero

Liderança feminina: não só questão de gênero

A importância das mulheres vai além da mera questão da diferença de genero. Muitos estudos mostram que as sociedades onde as mulheres têm maior participação econômica e política tendem a ser mais estáveis
:Por Daniela Brandão, www.
Embora os homens e as mulheres constituem o mundo em partes praticamente iguais, as mulheres lideram menos de um terço das empresas privadas; no entanto, de acordo com um estudo do Banco Mundial, essas empresas apresentam uma taxa de crescimento maior do que aquelas chefiadas por homens.


Outro estudo, realizado pelas Universidades de Maryland e Columbia, com as 1500 maiores empresas dos EUA para determinar a relação entre qualidade e níveis de gestão empresarial das mulheres, apresentou que, quando elas têm um papel maior na alta administração, as empresas alcançam um melhor desempenho. Porquê? A liderança diferenciada, baseada na comunicação oportuna e trabalho em equipe.



Além disso, un estudo realizado em mais de 100 países pelo Banco Mundial (BM) e pela Universidade de Columbia, sobre a relação entre a composição de gênero no Congresso e os níveis percebidos de corrupção, mostrou que um percentual maior de mulheres parlamentares, menor o índice de percepção de corrupção.



Enquanto em alguns países tem havido um progresso significativo para reduzir o hiato de gênero, o papel que as mulheres podem e devem ter no mundo é desperdiçado. Considere-se um fato que mostra uma vantagem do sexo feminino sobre os homens: um inquérito da WB sobre o comportamento de compra dos homens e mulheres, indica que eles gastam uma porcentagem maior de sua renda em consumo pessoal, como álcool e fumo, enquanto elas investem mais no bem-estar de suas famílias.



De acordo com um estudo realizado pelo Babson College nos países de baixa renda, a probabilidade de que uma mulher com trabalho empreenda seu próprio negócio, é três vezes maior do que aquela desempregada. Emprego é a plataforma fundamental para que as mulheres constituam uma empresa, ajudando a melhorar suas habilidades de empreendedorismo e expandir as suas redes sociais. Segundo o estudo, as mulheres são beneficiadas pelas redes de acesso à informação, financiamento, apoio profissional e oportunidades de mercado. Esses programas de empreedimento precisam ser complementados por outros mais avançados, promovendo os próximos passos e permitindo-lhes expandir os seus negócios.



A redução das disparidades de genero e uma maior equidade exigem foco nas questões educacionais, níveis de salário, progressão na carreira e uma maior participação política e econômica das mulheres. A desigualdade não é boa para o desenvolvimento de um país. Em termos de salários, por exemplo, a diferença varia entre 3% e 51%, com uma média de 17% e, até mesmo nos mercados desenvolvidos, a diferença é significativa: na Europa, as mulheres ganham 15% menos que os homens, e nos Estados Unidos 22%.



Klaus Schwab, fundador e presidente do Fórum Econômico Mundial, disse que para superar a maior recessão mundial sofrida no último século, é necessário reunir todo o talento possível no aporte de idéias e inovação, sendo muito importante que os países e as empresas tenham uma atenção especial a um dos mais valiosos recursos que têm disponíveis para o desenvolvimento: as habilidades e talentos das mulheres. Eleitores, empregadores, trabalhadores ou consumidores, as mulheres serão a chave para a recuperação economica.



Há outros igualmente importantes desafios: mudança climática, a segurança global, a exclusão, a educação, a saúde. Fazer-lhes frente requer enorme poder de contribuição das mulheres. Os líderes mais influentes: governantes, políticos, empresários, profissionais, acadêmicos, mídia e a sociedade civil têm a responsabilidade de colocar em suas agendas a eqüidade de gênero, a fim de produzir um espaço suficiente para explorar o enorme talento feminino.



A importância das mulheres vai além da mera questão da diferença de genero. Muitos estudos mostram que as sociedades onde as mulheres têm maior participação econômica e política tendem a ser mais estáveis e, embora a resposta não se saiba com certeza, é válido perguntar se a crise financeira global não teria sido diferente com uma maior presença de mulheres em posições de gerência sênior em todo o mundo.



Daniela Brandão - assessora de comunicação do B.I. International

Liderança feminina: não só questão de gênero

Liderança feminina: não só questão de gênero

A importância das mulheres vai além da mera questão da diferença de genero. Muitos estudos mostram que as sociedades onde as mulheres têm maior participação econômica e política tendem a ser mais estáveis
:Por Daniela Brandão, www.
Embora os homens e as mulheres constituem o mundo em partes praticamente iguais, as mulheres lideram menos de um terço das empresas privadas; no entanto, de acordo com um estudo do Banco Mundial, essas empresas apresentam uma taxa de crescimento maior do que aquelas chefiadas por homens.


Outro estudo, realizado pelas Universidades de Maryland e Columbia, com as 1500 maiores empresas dos EUA para determinar a relação entre qualidade e níveis de gestão empresarial das mulheres, apresentou que, quando elas têm um papel maior na alta administração, as empresas alcançam um melhor desempenho. Porquê? A liderança diferenciada, baseada na comunicação oportuna e trabalho em equipe.



Além disso, un estudo realizado em mais de 100 países pelo Banco Mundial (BM) e pela Universidade de Columbia, sobre a relação entre a composição de gênero no Congresso e os níveis percebidos de corrupção, mostrou que um percentual maior de mulheres parlamentares, menor o índice de percepção de corrupção.



Enquanto em alguns países tem havido um progresso significativo para reduzir o hiato de gênero, o papel que as mulheres podem e devem ter no mundo é desperdiçado. Considere-se um fato que mostra uma vantagem do sexo feminino sobre os homens: um inquérito da WB sobre o comportamento de compra dos homens e mulheres, indica que eles gastam uma porcentagem maior de sua renda em consumo pessoal, como álcool e fumo, enquanto elas investem mais no bem-estar de suas famílias.



De acordo com um estudo realizado pelo Babson College nos países de baixa renda, a probabilidade de que uma mulher com trabalho empreenda seu próprio negócio, é três vezes maior do que aquela desempregada. Emprego é a plataforma fundamental para que as mulheres constituam uma empresa, ajudando a melhorar suas habilidades de empreendedorismo e expandir as suas redes sociais. Segundo o estudo, as mulheres são beneficiadas pelas redes de acesso à informação, financiamento, apoio profissional e oportunidades de mercado. Esses programas de empreedimento precisam ser complementados por outros mais avançados, promovendo os próximos passos e permitindo-lhes expandir os seus negócios.



A redução das disparidades de genero e uma maior equidade exigem foco nas questões educacionais, níveis de salário, progressão na carreira e uma maior participação política e econômica das mulheres. A desigualdade não é boa para o desenvolvimento de um país. Em termos de salários, por exemplo, a diferença varia entre 3% e 51%, com uma média de 17% e, até mesmo nos mercados desenvolvidos, a diferença é significativa: na Europa, as mulheres ganham 15% menos que os homens, e nos Estados Unidos 22%.



Klaus Schwab, fundador e presidente do Fórum Econômico Mundial, disse que para superar a maior recessão mundial sofrida no último século, é necessário reunir todo o talento possível no aporte de idéias e inovação, sendo muito importante que os países e as empresas tenham uma atenção especial a um dos mais valiosos recursos que têm disponíveis para o desenvolvimento: as habilidades e talentos das mulheres. Eleitores, empregadores, trabalhadores ou consumidores, as mulheres serão a chave para a recuperação economica.



Há outros igualmente importantes desafios: mudança climática, a segurança global, a exclusão, a educação, a saúde. Fazer-lhes frente requer enorme poder de contribuição das mulheres. Os líderes mais influentes: governantes, políticos, empresários, profissionais, acadêmicos, mídia e a sociedade civil têm a responsabilidade de colocar em suas agendas a eqüidade de gênero, a fim de produzir um espaço suficiente para explorar o enorme talento feminino.



A importância das mulheres vai além da mera questão da diferença de genero. Muitos estudos mostram que as sociedades onde as mulheres têm maior participação econômica e política tendem a ser mais estáveis e, embora a resposta não se saiba com certeza, é válido perguntar se a crise financeira global não teria sido diferente com uma maior presença de mulheres em posições de gerência sênior em todo o mundo.



Daniela Brandão - assessora de comunicação do B.I. International

Líder: é possível apontar os erros dos colaboradores de forma eficiente

Líder: é possível apontar os erros dos colaboradores de forma eficiente

O primeiro passo é deixar claro quais as competências técnicas e teóricas que esse colaborador deve ter
:Por Camila F. de Mendonça, InfoMoney
As críticas, sejam elas positivas ou negativas, fazem parte de qualquer ambiente profissional. A recepção delas, por parte dos colegas, é que pode causar problemas, principalmente se elas forem negativas. Especialistas concordam que apontar simplesmente os erros pode gerar desde descontentamentos a ações judiciais por danos morais.



Por isso, o líder deve ficar atento à forma como avalia o trabalho dos seus colaboradores. E a forma mais eficiente de fazer isso é anterior a qualquer erro que o profissional possa vir a cometer. “É preciso deixar claro quais as competências técnicas e teóricas que esse colaborador deve ter para executar o seu trabalho”, esclarece a consultora em Recursos Humanos do Grupo Soma Desenvolvimento Corporativo, Juliana Saldanha.



Para evitar equívocos na interpretação da análise que o líder faz de um profissional, é preciso deixar bem claro os objetivos do trabalho que ele executa e qual deve ser o seu papel dentro da empresa. “Dessa forma, no momento em que você vai fazer qualquer avaliação, você exclui os aspectos subjetivos dessa análise”, afirma Juliana.



O consultor sênior da consultoria De Bernt Entschev Human Capital, Rômulo Machado, concorda e ressalta: “O líder tem de deixar claro qual o objetivo desse profissional e o que ele espera dele”.


Agindo da maneira correta


Para o consultor, mesmo estabelecendo as competências e habilidades que o profissional deve ter, não são raros os líderes que apontam os erros de seus colaboradores de maneira equivocada. Por isso, na hora de fazer qualquer tipo de avaliação, ele recomenda que o gestor adote o respeito como base.


“O feedback tem de estar sempre embasado em fatos. Não é só falar, é identificar o erro e suas consequências, para que o profissional reflita sobre o que fez”, afirma. “O líder precisa mostrar a ação e as consequências dela, indicando a melhor forma de estimular o profissional a melhorar”.


Nesses casos, até o tom da voz pode gerar interpretações errôneas por parte do profissional. As palavras também devem ser escolhidas com cuidado. “Na hora de apontar o erro, o líder não pode perder a calma e nunca começar metralhando palavras – isso desestimula o profissional e o líder ainda corre o risco de sofrer uma ação por dano moral”, alerta Machado.


A maneira mais eficiente de transmitir a avaliação negativa, para o consultor, é individualmente. Para ele, tanto o líder como o profissional devem ter em mente que nenhum deles detém o conhecimento absoluto sobre o trabalho que executam. Essa percepção, se deixada clara, gera cumplicidade e dá confiança ao profissional.


Machado ainda reforça que uma maneira inteligente de apontar as falhas dos profissionais é perguntando o que os levou a executar a tarefa daquela forma e não de outra. “Quando o líder questiona, faz o profissional questionar também. Essa reflexão o estimula a entender o processo e a fazer seu trabalho de outra forma”


Os dois lados


Os especialistas ouvidos são enfáticos ao dizer que o líder não deve apenas apontar erros. Elogios também são bem-vindos. “O feedback não é só negativo. Quando a pessoa acerta, ela tem de receber o feedback positivo também, como incentivo”, analisa Machado. “A avaliação engloba os erros e os acertos”, acentua Juliana. “O líder tem de buscar a melhora do desempenho do profissional. Do que adianta apontar erros, se os acertos não forem mostrados”.


Para Machado, ao contrário dos feedbacks negativos, os acertos devem ser elogiados em público. “O feedback positivo deve ser feito sempre em público porque reforça mais a autoestima dos profissionais e estimula os demais a executar melhor suas tarefas”, aponta.


E quanto aos líderes que anunciam os erros de seus colaboradores? “Eles são ultrapassados e precisam rever os seus conceitos”, acredita Machado. Para ele, esse comportamento mais efusivo de alguns gestores pode demonstrar insegurança e até arrogância. E isso só desestimula um profissional que, se orientado da maneira correta, poderia render resultados mais consistentes para a empresa.

Como melhorar seu marketing pessoal

Como melhorar seu marketing pessoal

Você já teve a oportunidade de fazer seu marketing pessoal algumas vezes. Provavelmente, você teve sucesso que dividir estes momentos entre sucessos e fracassos. Mas, se a divisão teve maior participação dos fracassos, está na hora de você melhorar seu marketing pessoal.


Você já teve a oportunidade de fazer seu marketing pessoal algumas vezes. Provavelmente, você teve sucesso que dividir estes momentos entre sucessos e fracassos. Mas, se a divisão teve maior participação dos fracassos, está na hora de você melhorar seu marketing pessoal.

Então, preste atenção nas dicas que darei a seguir:


Você é o que acredita ser? Tem mais rótulo e embalagem que conteúdo ou vice-versa? Um bom rótulo pode colaborar para adquirirmos algo, mas se o conteúdo for ruim, o produto será descartado imediatamente, ou seja, você pode até ter impressionado em um primeiro momento, mas se não pode contribuir com nada, tenha certeza que é uma questão de tempo para que você seja "descartado".


Como você se diferencia da maioria? O que você oferece a mais? Quais as vantagens que uma empresa pode ter em contar com você na equipe? Toda empresa quer investir em profissionais que ofereçam retorno a este investimento (de tempo, financeiro etc). Analise o que você poderá proporcionar para a empresa, como em quanto tempo.


Quais são suas forças e suas fraquezas? Quais são seus pontos fortes que contribuem para você se diferenciar de seus concorrentes? Sua formação, experiência, fluência em idiomas, seu networking entre outros. E quais são seus pontos fracos? Em que você precisa melhorar? Tem dificuldades de falar em público, de se relacionar, ou possui pouca experiência? Como você lida com suas dificuldades? Os pontos fracos devem ser eliminados ou reduzidos, ou seja, identifique todos seus pontos fracos e desenvolva um plano de ação para superá-los. Já os pontos fortes devem ser potencializados, ou seja, veja como pode valorizar ainda mais seus pontos fortes e utilize os mesmos em seu favor.


Como você investe em seu tempo? Aprenda a definir prioridades e abrir mão de coisas ou projetos fúteis. Dedique-se a você, sua família e seu futuro. Organize-se! Se você nunca tem tempo para nada, provavelmente esteja desperdiçando tempo demais com algo desnecessário. Desapegue-se, seja flexível e administre seu tempo de forma mais produtiva.


Tenha conteúdo. Obtenha uma boa formação, participe de palestras, treinamentos, leia vários títulos de livros para se manter atualizado.

Cuide de sua saúde, utilize vestuário adequado e atente-se aos pequenos detalhes. Sua imagem pessoal também refletirá o profissional existente. Lembre-se do início deste artigo. É preciso ter rótulo e embalagem, mas também, muito conteúdo. Não adianta ter um excelente conteúdo se a embalagem e rótulo não contribuírem para criar o destaque inicial.


Lembre-se que você é o "produto" mais importante que venderá em toda sua vida. E como todo produto, possui um ciclo de vida de introdução, crescimento, maturidade e declínio. Caso tenha atingido a maturidade, faça como os produtos tradicionais. Inove constantemente para permanecer este estágio, pois, ao ir em direção ao declínio, o retorno será pouco provável.

SER CHIQUE É UMA QUESTÃO DE ATITUDE…

SER CHIQUE É UMA QUESTÃO DE ATITUDE…

Nunca o termo “chique” foi tão usado para qualificar pessoas como atualmente. A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão a venda. Elegância é uma delas. Assim, para ser chique é preciso muito mais que uns guarda-roupas recheados de grifes importadas. Muito mais que um belo carro Alemão. O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta.

Chique mesmo é quem fala baixo. Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes. Mas que, sem querer, atrai todos os olhares, porque tem brilho próprio. Chique mesmo é quem é discreto, não faz perguntas inoportunas, nem procura saber o que não é da sua conta.
Chique mesmo é parar na faixa de pedestre e abominar a mania de jogar lixo na rua. Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e as pessoas que estão no elevador. É lembrar do aniversário dos amigos.
Chique mesmo é não se exceder nunca. Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir. Chique mesmo é olhar no olho do seu interlocutor. É “desligar o radar” quando estiverem sentados a mesa do restaurante, e prestar verdadeira atenção à sua companhia.

Chique mesmo é honrar a sua palavra. É ser grato a quem lhe ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.
Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, mas ficar feliz ao ser prestigiado. Mas para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre do quanto que a vida é breve e de que vamos todos para o mesmo lugar. Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se cruzar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem.
Porque, no final das contas, chique mesmo é ser feliz!

Texto de o livro “A quem interessar possa”, de Gilka Aria.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

ADMNISTRADOR, VOCÊ É LÍDER DA SUA VIDA?

ADMNISTRADOR, VOCÊ É LÍDER DA SUA VIDA?

por César Souza*

Cada um de nós está se defrontando com o grande paradoxo da chamada Era do Conhecimento: nunca tivemos acesso a tanta informação e, ao mesmo tempo, nunca tivemos tão pouca certeza sobre nosso destino.

Jovens estudantes se questionam se devem seguir as carreiras tradicionais insinuadas por seus pais ou se devem abrir seu próprio negócio. Alguns questionam até se devem continuar estudando.

Empregados de negócios antes sólidos acordam sobressaltados com a perspectiva de fusão ou aquisição e de “sobrarem” nesse processo.

Pessoas de meia-idade questionam sua atual relação de trabalho e buscam um sentido maior para suas vidas.

Aposentados precoces se recusam a sair de cena e querem se sentir úteis e produtivos.

Quem não está trabalhando busca desesperadamente uma oportunidade.

A maioria dos que estão empregados anda insatisfeita com o seu trabalho e com o rumo de sua carreira.

Quais as alternativas? O que fazer?

Não tenho respostas. Trago três perguntas adicionais. São desafios com os quais me defronto e quero convidar você, Administrador, a refletir junto comigo. Esses desafios estão obviamente interligados e refletem no fundo qual a POSTURA que devemos adotar. A resposta para nossos desafios não reside em técnicas, mas em posturas perante nossa vidas.

DESAFIO # 1

CRIAR NOVOS PARADIGMAS, EM VEZ DE ACEITAR CONCEITOS, IDÉIAS E PRÁTICAS QUE DERAM CERTO NO PASSADO

O que deu certo até aqui, não dará mais! Precisamos reconhecer que estamos defronte de uma grande oportunidade. A oportunidade para reinventar a Administração. Já afirmei várias vezes que a Administração, tal como a conhecemos hoje, chegou ao fim de um ciclo. Pode parecer ousadia, pretensão, arrogância.

Mas precisamos reinventar a Administração pois a maioria dos negócios está sendo reinventada. As empresas sobreviventes serão aquelas que conseguirem reinventarem-se. Como consequência precisamos também reinventar os conceitos de Liderança, Motivação, Relacionamento com Clientes, Carreiras, Planejamento Estratégico. O que deu certo no passado não corresponde mais a realidade da vida empresarial que nos cerca.

Em vez de pensar que estamos defronte de um grande problema, devemos perceber a enorme oportunidade que nos está sendo oferecida. A oportunidade de contribuir com a Administração reinventando alguns de seus conceitos. Vamos colocar não só mãos à obra e também nossas cabeças e corações à obra. Os bem-sucedidos executivos e empresários, na sua labuta diária, já estão na vanguarda dessa reinvenção. Não temos tempo a perder !

DESAFIO # 2

INVENTAR O FUTURO EM VEZ DE FICAR TENTANDO ADVINHÁ-LO

As empresas já estão investindo considerável parcela de tempo em intermináveis sessões de planejamento estratégico, tentando advinhar o futuro. Contratam economistas, futurólogos, cenaristas … para fazer previsões que não se confirmarão.



Prefiro evitar o lugar comum desses paradigmas mais visíveis e a tentação de discorrer sobre macro-variáveis. Prefiro olhar para os novos paradigmas menos visíveis, mas que tem dado certo em algumas empresas vencedoras. São novas idéias e formas de se posicionar — mais micro que macro — que têm ajudado essas empresas a inventar seu futuro, em vez de simplesmente tentar advinhá-lo.

O papel do líder não é de advinhar o futuro. É , sim, o de inventá-lo !

E precisamos inventar um modelo de competitividade baseado na inclusão. Os modelos baseados na exclusão – social, econômica, digital, política – provaram ser ineficazes. Trouxeram infelicidade à países, negocios, empresas, famílias, indivíduos. Precisamos deixar para trás as estruturas que separaram o chão de fábrica dos gestores, o planejamento da ação, o emocional do racional. O futuro dos vencedores será construído com pontes entre os clientes e a empresa, entre os departamentos, a firma e a comunidade, o pessoal e o profissional. Precisamos de “construtores de pontes”, em vez dos “construtores de paredes” que predominaram na era industrial e nos tempos da competição artificial.

Precisamos INVENTAR NOSSO FUTURO, em vez de ficar tentando advinhá-lo !

DESAFIO # 3

SONHAR E REALIZAR NOSSOS SONHOS, EM VEZ DE “APENAS” BUSCAR SOBREVIVER NA DURA REALIDADE QUE NOS CERCA

Sonhar não é privilégio de artistas, intelectuais, ou de crianças. Nem acontece apenas quando estamos dormindo. As grandes realizações nada mais são que a concretização de sonhos.

Desenvolva a arte de sonhar e de transformar seus sonhos em realidade.

Ao implementar seus sonhos, confie em alguns intangíveis: Intuição, Empreendedorismo, Flexibilidade, Informalidade, Cordialidade.

A tecnologia muda diariamente, mas a velha chave do sucesso continua sendo o sentimento que se escreve com 6 letras: P-A-I-X-Ã-O !

Apaixone-se pelas suas missões e tarefas. Ou mude. Caso contrario jamais terá sucesso no seu sentido mais profundo.

Muitos acreditam que o sucesso é o objetivo final da vida. Na verdade é apenas o começo. Gerenciar o sucesso é tão difícil quanto gerenciar o fracasso. Se não for bem gerenciado, o sucesso pode levar ao fracasso. Vários são os exemplos de empresas, atletas, artistas, executivos que se perderam no sucesso.

Cada um de nós pode ser medido pelo tamanho dos nossos sonhos !!!

O líder é do tamanho de seus sonhos!

* Cesar Souza é consultor, palestrante e autor do novo bestseller VOCÊ É O LIDER DA SUA VIDA? (Editora Sextante, 2007)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O que você quer da empresa? O que a empresa quer de você?

O que você quer da empresa? O que a empresa quer de você?

Luiz Carlos Moreno



Convidado para fazer uma apresentação para um grupo de trabalhadores, sobre o mercado de trabalho, ousei mudar o foco. Em vez de preparar a tradicional apresentação, listei algumas características dos profissionais desejados pelo mercado de trabalho e optei por uma "perguntação", ou seja, provoquei os participantes no sentido de que mais perguntassem, expusessem suas dúvidas, angústias e ansiedades, que ouvissem... O resultado foi interessante.

A lista inicial continha os seguintes itens:

Primeira provocação: estimular o pensamento sobre os tipos de profissionais existentes:
1 - Aqueles que fazem as coisas acontecerem.
2 - Aqueles que acham que fazem as coisas acontecerem.
3 - Aqueles que observem as coisas acontecerem.
4 - Aqueles que se surpreendem quando as coisas acontecem.
5 - Aqueles que não sabem o que aconteceu.

O mundo gira a uma velocidade de 107 mil quilômetros por hora em torno do Sol. E em torno de si mesmo a uma velocidade de cerca de 1.700 quilômetros por hora. Na prática isso quer dizer que o mundo muda, as organizações e as pessoas mudam... Assim, onde, o que estou: Fazendo? Achando? Observando? Surpreendendo? Não sabendo? Quem pensa que tem o direito de: ficar parado; imaginar já sabe tudo; que é quase perfeito; que não precisa estudar mais, pois o que sabe e como faz está bom?

Segunda provocação: que tipo de pessoa/profissional as organizações necessitam, desejam contratar? Quais as características?
1 - Resistentes (que tenham saúde, paciência, capacidade de suportar as pressões e cobranças de uma escola em transformação, dentro de uma sociedade/comunidade em transformação, altamente exigentes).
2 - Postura (cuidados numa reunião, gestos, palavras, confiança participação).
3 - Iniciativa (visão, integridade, comprometimento, ação e respeito).
4 - Humildade (saber questionar, se posicionar, respeitar a hierarquia).
5 - Honestidade (inspirar confiança e evidenciar o caráter).
6 - Responsabilidade (compromisso e propósito).

Terceira provocação: as competências (Ah! As competências, sempre necessárias e referidas). Quais são as necessárias hoje?
1 - Aprender a aprender: a importância da responsabilidade pelo próprio aprendizado e também a percepção de qual é a maneira ideal de aprender novas qualificações, adquirir novas competências, aperfeiçoar ou desenvolver as que já possui.
2 - Comunicação é colaboração: comunicar-se efetivamente com os colegas de trabalho, disposição para trabalhar em equipes multidisciplinares e colaborar ativamente com os membros da equipe compartilhando as melhores práticas.
3 - Raciocínio criativo e solução de problemas: problemas todos os profissionais, pessoas tem todos os dias. Perceber e captar as conexões existentes entre a solução proposta e as demais possíveis abordagens aos problemas.
4 - Domínio tecnológico: usar as mais recentes tecnologias para se conectar com os integrantes da sua equipe (outros profissionais) e estimular desafios nas práticas.
5 - Aprendizado sobre Educação: compreender o grande quadro social e contextual em que a educação se realiza como processo dentro da sociedade, da comunidade, do sujeito, macro e micro universo.
6 - Desenvolvimento da liderança: ter e disseminar uma visão para sua equipe que seja compatível e comungue com a missão e as metas da sua organização.
7 - Autogerenciamento da carreira: ter a capacidade de gerenciar a própria carreira, identificando as qualificações e os conhecimentos necessários para melhorar seu posicionamento no ambiente de trabalho e os resultados.

Quarta provocação: quem é o profissional mais desejado pelas organizações hoje? Aquele que reúne mais de uma das características que se seguem:
1 - Inovador e tem visão (para além do campo visual).
2 - Sabe dizer não.
3 - Trabalha em equipe.
4 - É um educador.
5 - Possui poderosa habilidade de análise.
6 - É familiarizado com novas tecnologias.
7 - Maduro e responsável em seus julgamentos e suas escolhas.
8 - Consegue equilíbrio no plano mental, físico e espiritual, entre vida pessoal e profissional.