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sábado, 6 de abril de 2013
dicas para ser um pai mais presente
O que os pais podem fazer para aumentar a sua participação na vida dos filhos? Entrevistamos três especialistas para responder a essa pergunta.
"Na brincadeira, o pai tem uma excelente oportunidade de conhecer seu filho", explica Cristiano Gomes, professor da Faculdade de Psicologia da UFMG
Leia a seguir cinco dicas para pais que querem assumir plenamente seu papel na vida e na Educação dos filhos.
1. "Faça o que eu digo - e também o que eu faço"
É aquela velha - mas não antiquada - ideia de que uma pessoa aprende e é educada através do exemplo. Como resume Joaquim Ramos, mestre em Educação pela PUC-Minas: "Uma criança aprende coisas boas e úteis tanto quanto ruins e destrutivas dependendo do exemplo que presencia e do ambiente em que vive".
2. Reserve tempo para brincar
A brincadeira é essencial na formação da criança, dentro e fora da escola, pois está diretamente associada ao crescimento e ao desenvolvimento infantil.
"Na brincadeira, o pai tem uma excelente oportunidade de conhecer seu filho. Saber se ele é mais impulsivo, mais paciente, mais reflexivo, como ele reage ao perder e ganhar, como ele pensa diante de um desafio", explica Cristiano Gomes, professor da Faculdade de Psicologia da UFMG.
3. Seja presente e disponível
"Não é tanto o que você faz, não é a ação em si o mais importante, mas sim o dizer ?estou aqui para você?. É preciso escutar a criança, considerar o que ela diz.
Acontece muito de os pais fazerem demais, mas, quando o filho realmente precisa, eles estão sempre ocupados, nunca podem atendê-lo", diz a professora da Faculdade de Educação da UFMG Maria Inês Goulart. Isto se torna mais natural quando os pais veem a criança como alguém potente, pleno, e não como alguém que ainda-vai-ser-algo, um ser incompleto.
"É preciso entender que as crianças estão sempre na tentativa de dar um sentido e significado para suas vidas."
4. Dê espaço ao diálogo e à diferença
Dialogar é importante não apenas na relação entre pais e filhos, mas também entre o casal. Em casa, é bom que o pai tenha a mesma autoridade que a mãe.
"A imposição de regras não deve ser exclusivamente responsabilidade do pai. Isso é um resquício de uma cultura patriarcal que coloca a mulher como submissa e inferior ao homem", diz Cristiano Gomes, professor da Faculdade de Psicologia da UFMG.
Joaquim Ramos concorda com ele quando diz que "se o pai dá uma ordem e a mãe dá outra, a criança fica entre os dois sem saber a quem obedecer. Deve haver espaço para a interlocução e para a diferença na esfera familiar - senão não se educa, se confunde".
5. Demonstre carinho por seu filho
É função tanto do pai quanto da mãe dar espaço ao contato corporal, ao carinho, ao abraço, ao beijo, ao toque, demonstrar o afeto e o amor, dizer que está disponível e criar um ambiente gostoso em casa. "A forma com que os pais fazem isso pode ser diferente, mas precisa ser valorizada", diz a professora da Faculdade de Educação da UFMG Maria Inês Goulart. Cristiano Gomes acrescenta: "A diferença do toque é legal, a ausência dele é que é ruim. Assim, o filho pode ter a experiência de dois tipos de toque ao invés de apenas um. Estabelecer contato físico é papel do pai e da mãe".
Meghie Rodrigues
Fonte: educarparacrescer.abril.com.br
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Pequenos gestos que dignificam uma vida
Pequenos gestos que dignificam uma vida
Quando falamos de autorealização, nos referimos ao sentimento que nasce ao ver o brilho de um olhar repleto de gratidão de uma pessoa que se beneficiou com a nossa contribuição
:Por Anderson Cavalcante, www.administradores.com.br
Comportamento: por que as pessoas se sentem culpadas com facilidade?
Levou uma bronca do chefe? Saiba como mudar o comportamento profissional
Qual o comportamento de um vencedor?Você acredita que as melhores coisas da vida não custam nada? Muitas pessoas analisam essa máxima como uma falsa impressão de felicidade para os momentos mais difíceis dos nossos "bolsos". Mas, para aqueles que praticam a solidariedade, essa é a verdade que move e incentiva suas atitudes, pensamentos e sentimentos. Afinal, é possível etiquetar um valor para o sentimento de ver uma pessoa confortada em um casaco antigo que estava esquecido no seu guarda-roupa?
Costumamos ter dias comemorativos para repensar e saudar determinadas situações e pessoas de nossas vidas. A verdade é que o assunto solidariedade não pode esperar um dia especial para se pensar no assunto. O trabalho voluntário significa fazer o bem desinteressado. A melhor tradução para essa ação é realmente aquela que muitos dizem por aí: fazer o bem sem olhar a quem. O ato de realizar algo bom para o próximo é quase que um ato refletido no espelho, o sentimento de gratidão e esperança que as pessoas ajudadas por aquele voluntário celebram é sentido também pela pessoa que o ajudou.
Segundo o Programa dos Voluntários das Nações Unidas (UNV), todos os anos, mais de 7.000 pessoas, entre homens e mulheres, de mais de 170 nacionalidades atuam como voluntários da ONU. E mais, 60% deles acabam atuando em países que não são os seus. No Brasil, o projeto criado em 1998, conta hoje com a parceria de empresas de diferentes segmentos, como clubes, ONGs, escolas, igrejas, entre outros. Profissionais das mais diversas áreas e crenças doam parte de suas vidas para ajudar a melhorar a condição da vida de outras pessoas.
Assim como os voluntários internacionais, conheço grupos que recolhem roupas usadas, sapatos, alimentos não perecíveis em suas cidades e acordam antes do sol nascer para preparar um café da manhã. Essa refeição é feita com alegria, com carinho e atenção. Depois de preparado o leite, o pão e as bolachas, esses voluntários carregam seus veículos com as peças de vestuários, lavadas, passadas e separadas, para distribuírem aos moradores de rua da sua região. Mais que doar materiais básicos de sobrevivência, como alimento e roupa, essas pessoas buscam ouvir, conversar e entender os desprovidos de riquezas que os procuram.
Essa singela atitude é impagável para aquele que a recebe e, para quem o faz, é mais que uma realização: é o cumprimento da sua missão, dos seus valores e da sua visão sobre as atividades que realmente importam para ele. A capacidade de poder dividir momentos de tristeza, de alegria e esperança é uma das melhores qualidades do homem e deve ser constantemente aplicada para lembrarmos, em meio à correria diária, o quanto precisamos dos próximos, mesmo aquele que não conhecemos.
Assim, existem inúmeras maneiras de dar a alguém todo o conforto que você possui, seja material ou emocional, e transmitir seus valores. Pode-se trabalhar em uma escola, em igrejas, em creches, associações beneficentes para pessoas com deficiência, etc. Basta você pesquisar e analisar em qual área você será mais prestativo e se sentirá mais realizado.
Solidariedade e voluntariado são atitudes que começam em você. Desejar sentir algo, como a alegria de contribuir para o próximo sem esperar absolutamente nada em troca, é um estado de doação plena, esse é o maior benefício de alguém que valoriza as coisas essenciais da vida. Praticar a solidariedade ensina que a experiência da vida é o tempo todo única, porque nós podemos nos transformar e evoluir a cada minuto. E isso se torna ainda mais intenso quando contribuímos para o desenvolvimento daqueles que nos cercam.
Quando falamos de autorealização, nos referimos ao sentimento que nasce ao ver o brilho de um olhar repleto de gratidão de uma pessoa que se beneficiou com a nossa contribuição. Quem já viveu essa experiência sabe do que estou falando, quem não viveu, não perca nenhuma oportunidade de experimentá-la. Doar-se de corpo e alma para uma causa alheia é o bem mais valioso que podemos carregar para o resto de nossas vidas.
Anderson Cavalcante É administrador de empresas com ênfase em Marketing e MBC pela University of Florida. É empresário e ministra palestra para as maiores empresas do país, que buscam realizar ações lucrativas, porém humanizadas. Foi reconhecido, em 2004, como o palestrante mais jovem do Brasil por realizar palestras para empresários n exterior, no evento Expo Business Japan.
Quando falamos de autorealização, nos referimos ao sentimento que nasce ao ver o brilho de um olhar repleto de gratidão de uma pessoa que se beneficiou com a nossa contribuição
:Por Anderson Cavalcante, www.administradores.com.br
Comportamento: por que as pessoas se sentem culpadas com facilidade?
Levou uma bronca do chefe? Saiba como mudar o comportamento profissional
Qual o comportamento de um vencedor?Você acredita que as melhores coisas da vida não custam nada? Muitas pessoas analisam essa máxima como uma falsa impressão de felicidade para os momentos mais difíceis dos nossos "bolsos". Mas, para aqueles que praticam a solidariedade, essa é a verdade que move e incentiva suas atitudes, pensamentos e sentimentos. Afinal, é possível etiquetar um valor para o sentimento de ver uma pessoa confortada em um casaco antigo que estava esquecido no seu guarda-roupa?
Costumamos ter dias comemorativos para repensar e saudar determinadas situações e pessoas de nossas vidas. A verdade é que o assunto solidariedade não pode esperar um dia especial para se pensar no assunto. O trabalho voluntário significa fazer o bem desinteressado. A melhor tradução para essa ação é realmente aquela que muitos dizem por aí: fazer o bem sem olhar a quem. O ato de realizar algo bom para o próximo é quase que um ato refletido no espelho, o sentimento de gratidão e esperança que as pessoas ajudadas por aquele voluntário celebram é sentido também pela pessoa que o ajudou.
Segundo o Programa dos Voluntários das Nações Unidas (UNV), todos os anos, mais de 7.000 pessoas, entre homens e mulheres, de mais de 170 nacionalidades atuam como voluntários da ONU. E mais, 60% deles acabam atuando em países que não são os seus. No Brasil, o projeto criado em 1998, conta hoje com a parceria de empresas de diferentes segmentos, como clubes, ONGs, escolas, igrejas, entre outros. Profissionais das mais diversas áreas e crenças doam parte de suas vidas para ajudar a melhorar a condição da vida de outras pessoas.
Assim como os voluntários internacionais, conheço grupos que recolhem roupas usadas, sapatos, alimentos não perecíveis em suas cidades e acordam antes do sol nascer para preparar um café da manhã. Essa refeição é feita com alegria, com carinho e atenção. Depois de preparado o leite, o pão e as bolachas, esses voluntários carregam seus veículos com as peças de vestuários, lavadas, passadas e separadas, para distribuírem aos moradores de rua da sua região. Mais que doar materiais básicos de sobrevivência, como alimento e roupa, essas pessoas buscam ouvir, conversar e entender os desprovidos de riquezas que os procuram.
Essa singela atitude é impagável para aquele que a recebe e, para quem o faz, é mais que uma realização: é o cumprimento da sua missão, dos seus valores e da sua visão sobre as atividades que realmente importam para ele. A capacidade de poder dividir momentos de tristeza, de alegria e esperança é uma das melhores qualidades do homem e deve ser constantemente aplicada para lembrarmos, em meio à correria diária, o quanto precisamos dos próximos, mesmo aquele que não conhecemos.
Assim, existem inúmeras maneiras de dar a alguém todo o conforto que você possui, seja material ou emocional, e transmitir seus valores. Pode-se trabalhar em uma escola, em igrejas, em creches, associações beneficentes para pessoas com deficiência, etc. Basta você pesquisar e analisar em qual área você será mais prestativo e se sentirá mais realizado.
Solidariedade e voluntariado são atitudes que começam em você. Desejar sentir algo, como a alegria de contribuir para o próximo sem esperar absolutamente nada em troca, é um estado de doação plena, esse é o maior benefício de alguém que valoriza as coisas essenciais da vida. Praticar a solidariedade ensina que a experiência da vida é o tempo todo única, porque nós podemos nos transformar e evoluir a cada minuto. E isso se torna ainda mais intenso quando contribuímos para o desenvolvimento daqueles que nos cercam.
Quando falamos de autorealização, nos referimos ao sentimento que nasce ao ver o brilho de um olhar repleto de gratidão de uma pessoa que se beneficiou com a nossa contribuição. Quem já viveu essa experiência sabe do que estou falando, quem não viveu, não perca nenhuma oportunidade de experimentá-la. Doar-se de corpo e alma para uma causa alheia é o bem mais valioso que podemos carregar para o resto de nossas vidas.
Anderson Cavalcante É administrador de empresas com ênfase em Marketing e MBC pela University of Florida. É empresário e ministra palestra para as maiores empresas do país, que buscam realizar ações lucrativas, porém humanizadas. Foi reconhecido, em 2004, como o palestrante mais jovem do Brasil por realizar palestras para empresários n exterior, no evento Expo Business Japan.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Está na hora de mudar de emprego?
Está na hora de mudar de emprego?
É preciso coragem para reconhecer esse momento e partir para uma nova
experiência
Por Clarissa Janini
Quem nunca pensou em largar um emprego insatisfatório, mas teve medo de se
arriscar? O receio do desemprego faz com que muitas pessoas atuem em áreas
ou locais que pouco trazem prazer e crescimento pessoal - no máximo, alguma
sensação de conforto e estabilidade. O que fazer quando a dúvida de mudar ou
não de emprego bate à porta? Segundo os especialistas ouvidos pelo
Empregos.com.br, a melhor saída para o trabalhador insatisfeito é ter
coragem e encarar um novo desafio.
Marcos Hashimoto, palestrante e professor da Business School São Paulo, é
categórico ao afirmar que, na dúvida, a mudança é o melhor caminho. "Hoje em
dia ninguém mais está garantido no mercado. Se você estiver em dúvida sobre
deixar ou não o emprego atual, pense que o pior que pode acontecer é não dar
certo. E tire uma lição positiva de tudo isso, pois esse tipo de experiência
traz um grande aprendizado". Ele conta que, em suas palestras, gosta de usar
a seguinte metáfora: "Quando você vir uma estrela e tiver vontade de
segui-la, vá em frente, sem receios. Se ela lhe levar para um lugar escuro,
pense que, pelo menos, você soube que aquela não era a estrela da sua vida".
Segundo a gerente de RH da SOS Computadores, Esmeralda Queiroz, o fator que
mais leva um profissional a querer mudar de emprego é a falta de
perspectivas de crescimento na empresa. "É quando o trabalho atual não
proporciona os desafios que você está buscando. Além desta, existem outras
questões que levam à insatisfação, como baixa remuneração, ambiente de
trabalho desagradável, mau relacionamento com os superiores, entre outros".
Ela também acha que o desconforto no emprego deve ser maior que o medo da
mudança. "Ao buscar experiências novas, você estará fazendo algo para si
próprio. Lembre-se de que você é o gerente da sua carreira".
Ajuda especializada
Existem hoje diversas consultorias que prestam serviço a profissionais que
têm a intenção de mudar os rumos da carreira. Sílvio Celestino, especialista
em marketing pessoal, diz que atende não só a pessoas com vasta experiência,
mas também a muitos recém-formados. "Muitos profissionais mais novos
enxergam o futuro de maneira equivocada e acabam se frustrando. O trabalho
de coaching, neste caso, costuma trazer resultados mais rápidos". Marcelo
Pedra, gerente de RH da SPCOM, também acha que muitos jovens de hoje têm
perspectivas inviáveis em relação à realidade. "Acontece como no caso do
sonho de tornar-se jogador de futebol. A criança vai crescendo e descobre
que a tarefa não é tão simples assim de ser concretizada". Para ele, a
melhor maneira de não se deixar levar por falsas expectativas é manter-se
constantemente atualizado.
Alguns sintomas de que o trabalho atual não vai nada bem:
a.. Você acorda desmotivado para o trabalho e só se recupera ao voltar
para casa;
b.. Tem perspectivas pragmáticas e nada positivas sobre seu crescimento na
empresa;
c.. O salário e o relacionamento com colegas/superiores não lhe agradam;
d.. O único motivo pelo qual trabalha na empresa é financeiro
Confira algumas dicas para ter sucesso na mudança de emprego:
a.. Não espere pelo pior e seja você mesmo o agente da mudança;
b.. Mantenha seu network sempre atualizado;
c.. Tenha real noção da empregabilidade de sua função no mercado;
d.. Caso esteja inseguro, mantenha o canal aberto com a empresa anterior;
e.. Se achar necessário, busque ajuda de um consultor de carreira;
f.. Empenhe-se para atuar em algo que realmente goste
__________ Information from ESET NOD32 Antivirus, version of virus signature database 5083 (20100503) __________
The message was checked by ESET NOD32 Antivirus.
http://www.eset.com
É preciso coragem para reconhecer esse momento e partir para uma nova
experiência
Por Clarissa Janini
Quem nunca pensou em largar um emprego insatisfatório, mas teve medo de se
arriscar? O receio do desemprego faz com que muitas pessoas atuem em áreas
ou locais que pouco trazem prazer e crescimento pessoal - no máximo, alguma
sensação de conforto e estabilidade. O que fazer quando a dúvida de mudar ou
não de emprego bate à porta? Segundo os especialistas ouvidos pelo
Empregos.com.br, a melhor saída para o trabalhador insatisfeito é ter
coragem e encarar um novo desafio.
Marcos Hashimoto, palestrante e professor da Business School São Paulo, é
categórico ao afirmar que, na dúvida, a mudança é o melhor caminho. "Hoje em
dia ninguém mais está garantido no mercado. Se você estiver em dúvida sobre
deixar ou não o emprego atual, pense que o pior que pode acontecer é não dar
certo. E tire uma lição positiva de tudo isso, pois esse tipo de experiência
traz um grande aprendizado". Ele conta que, em suas palestras, gosta de usar
a seguinte metáfora: "Quando você vir uma estrela e tiver vontade de
segui-la, vá em frente, sem receios. Se ela lhe levar para um lugar escuro,
pense que, pelo menos, você soube que aquela não era a estrela da sua vida".
Segundo a gerente de RH da SOS Computadores, Esmeralda Queiroz, o fator que
mais leva um profissional a querer mudar de emprego é a falta de
perspectivas de crescimento na empresa. "É quando o trabalho atual não
proporciona os desafios que você está buscando. Além desta, existem outras
questões que levam à insatisfação, como baixa remuneração, ambiente de
trabalho desagradável, mau relacionamento com os superiores, entre outros".
Ela também acha que o desconforto no emprego deve ser maior que o medo da
mudança. "Ao buscar experiências novas, você estará fazendo algo para si
próprio. Lembre-se de que você é o gerente da sua carreira".
Ajuda especializada
Existem hoje diversas consultorias que prestam serviço a profissionais que
têm a intenção de mudar os rumos da carreira. Sílvio Celestino, especialista
em marketing pessoal, diz que atende não só a pessoas com vasta experiência,
mas também a muitos recém-formados. "Muitos profissionais mais novos
enxergam o futuro de maneira equivocada e acabam se frustrando. O trabalho
de coaching, neste caso, costuma trazer resultados mais rápidos". Marcelo
Pedra, gerente de RH da SPCOM, também acha que muitos jovens de hoje têm
perspectivas inviáveis em relação à realidade. "Acontece como no caso do
sonho de tornar-se jogador de futebol. A criança vai crescendo e descobre
que a tarefa não é tão simples assim de ser concretizada". Para ele, a
melhor maneira de não se deixar levar por falsas expectativas é manter-se
constantemente atualizado.
Alguns sintomas de que o trabalho atual não vai nada bem:
a.. Você acorda desmotivado para o trabalho e só se recupera ao voltar
para casa;
b.. Tem perspectivas pragmáticas e nada positivas sobre seu crescimento na
empresa;
c.. O salário e o relacionamento com colegas/superiores não lhe agradam;
d.. O único motivo pelo qual trabalha na empresa é financeiro
Confira algumas dicas para ter sucesso na mudança de emprego:
a.. Não espere pelo pior e seja você mesmo o agente da mudança;
b.. Mantenha seu network sempre atualizado;
c.. Tenha real noção da empregabilidade de sua função no mercado;
d.. Caso esteja inseguro, mantenha o canal aberto com a empresa anterior;
e.. Se achar necessário, busque ajuda de um consultor de carreira;
f.. Empenhe-se para atuar em algo que realmente goste
__________ Information from ESET NOD32 Antivirus, version of virus signature database 5083 (20100503) __________
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domingo, 25 de abril de 2010
A Importância de um Projeto de Vida
A Importância de um Projeto de Vida
27 de fevereiro de 2008 às 11:38
A-A+
No mundo competitivo e globalizado de hoje é necessário sabermos para onde e como queremos ir e principalmente de que forma queremos chegar até o lugar desejado. Grandes obras, construções, empreendimentos necessitam ser planejados, estudados, acompanhados, para que possam ter uma boa finalização e consequentemente que o responsável ou responsáveis pelo projeto colham de forma adequada seus investimentos.
Na vida de uma pessoa não é diferente, apesar de grandes indecisões, se planejar-mos de forma coerente, traçando metas, objetivos, se torna mais fácil trilhar o caminho correto e com o passar do tempo, claro, fazendo alguns ajustes, pois a vida não é algo estático, ou melhor dizendo, estamos sempre enfrentando imprevistos, problemas, dentre outros acontecimentos.
Então aparece a importância de um projeto de vida, que para muitos ainda possa ser uma bobagem, mas que já mudou e auxiliou na vida de inúmeras pessoas. Vemos a todo o momento reportagens de executivos trabalhando em multinacionais, traçando objetivos, metas de crescimento profissional e pessoal, projetando cursos, galgando cargos, prevendo aposentadorias. Pontos de referencias traçados ao longo de uma vida e hoje colhendo os frutos de um bom planejamento, do qual foi dedicado 10,20,30 anos de trabalho.
Mas não são só grandes executivos que trabalham em grandes empresas que podem ou planejam suas vidas, ser bem sucedido não esta relacionado ao grau de instrução e nem a profissão, conheço, mecânicos, mestres de obra, que por sua dedicação e planejamento, estão com uma vida estável, até mesmo com empresas formadas, mas também conheço engenheiros, advogados que até hoje não tomaram o rumo certo em suas vidas, isso nos mostra que a idéia de projeção está no ar e é para todos, basta inicia-la, acompanha-la e seguir em frente.
Para finalizar sabemos que uma vida bem trilhada é o nosso cartão postal, nossa referencia, então vamos cuidar bem dela, não deixando ela se perder, nem desprezando oportunidades, sonhar é preciso e necessário, basta acreditar.
27 de fevereiro de 2008 às 11:38
A-A+
No mundo competitivo e globalizado de hoje é necessário sabermos para onde e como queremos ir e principalmente de que forma queremos chegar até o lugar desejado. Grandes obras, construções, empreendimentos necessitam ser planejados, estudados, acompanhados, para que possam ter uma boa finalização e consequentemente que o responsável ou responsáveis pelo projeto colham de forma adequada seus investimentos.
Na vida de uma pessoa não é diferente, apesar de grandes indecisões, se planejar-mos de forma coerente, traçando metas, objetivos, se torna mais fácil trilhar o caminho correto e com o passar do tempo, claro, fazendo alguns ajustes, pois a vida não é algo estático, ou melhor dizendo, estamos sempre enfrentando imprevistos, problemas, dentre outros acontecimentos.
Então aparece a importância de um projeto de vida, que para muitos ainda possa ser uma bobagem, mas que já mudou e auxiliou na vida de inúmeras pessoas. Vemos a todo o momento reportagens de executivos trabalhando em multinacionais, traçando objetivos, metas de crescimento profissional e pessoal, projetando cursos, galgando cargos, prevendo aposentadorias. Pontos de referencias traçados ao longo de uma vida e hoje colhendo os frutos de um bom planejamento, do qual foi dedicado 10,20,30 anos de trabalho.
Mas não são só grandes executivos que trabalham em grandes empresas que podem ou planejam suas vidas, ser bem sucedido não esta relacionado ao grau de instrução e nem a profissão, conheço, mecânicos, mestres de obra, que por sua dedicação e planejamento, estão com uma vida estável, até mesmo com empresas formadas, mas também conheço engenheiros, advogados que até hoje não tomaram o rumo certo em suas vidas, isso nos mostra que a idéia de projeção está no ar e é para todos, basta inicia-la, acompanha-la e seguir em frente.
Para finalizar sabemos que uma vida bem trilhada é o nosso cartão postal, nossa referencia, então vamos cuidar bem dela, não deixando ela se perder, nem desprezando oportunidades, sonhar é preciso e necessário, basta acreditar.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Projeto de Vida - o homem é responsável por si
projeto existencialista é no mínimo muito interessante pois coloca nas nossas mãos a responsabilidade sobre nós mesmos e sobre o mundo em que nós vivemos.
Você vê de maneira otimista ou pessimista a responsabilidade de ser o autor da própria vida?
O trecho que achei mais perturbador é o que descrevo a seguir:
O homem…é… um conjunto de possibilidades que vai se atualizando no decorrer de sua existência. Ele é livre para escolher entre muitas possibilidades, mas a sua escolha é vivenciada com inquietação, pois a materialidade de seu existir não lhe permite escolher tudo – cada escolha implica a renúncia de muitas possibilidades.
(FORGHIERI, 1984, p.17)
Pode parecer óbvio, mas, sinceramente, nunca parei para refletir sobre isso. Quanto mais o tempo passa, mais somos responsáveis sobre nossas ações. Assim, maior o efeito que essas ações têm sobre nossas vidas.
Pensar que a cada escolha que fazemos significa renunciar as demais possibilidades da nossa vida é inquietante.
Quem nunca tomou uma decisão e, depois de se passar alguns anos, parou e indagou: como seria se eu tivesse optado por um outro caminho???
Bom… achei o artigo super pertinente, mas vou parar de comentar. Segue o artigo na íntegra. Enjoy!
A IMPORTÂNCIA DO PROJETO DE VIDA
Letícia Maria Paes
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RESUMO
Este texto trata da importância do projeto de vida. A princípio discuto a perspectiva fenomenológica e existencialista. Depois, o projeto de vida, a partir de do texto “O existencialismo é um humanismo” de SARTRE. Finalizando, abordo a existência e o envelhecimento, a partir das reflexões do texto “Perdas e ganhos” de LUFT.Palavras-chave: projeto de vida, existencialismo, envelhecimento.A QUESTÃO EXISTENCIALISTA E A FENOMENOLOGIA
Nesse preâmbulo não pretendo embrenhar-me em questões demasiadamente densas no que diz respeito à filosofia. Pretendo apenas introduzir a questão por essa vertente e discutir as perspectivas e projetos de vida.
Esse texto pretende auxiliar nas reflexões referentes ao projeto de vida. Para tanto, inicio a discussão com uma breve apresentação do existencialismo e da fenomenologia, pois é a maneira pela qual compreendo os temas aqui abordados.
A fenomenologia surgiu como método que procura chegar ao fenômeno e captar sua essência, em contestação ao método experimental, que em busca da objetividade “pura” via o sujeito e o objeto como “seres” separados e independentes. Dessa maneira, no que tange as ciências humanas, o homem acabou percebido como um objeto como tantos outros.
Para contrapor essa idéia nos meios científicos, alguns pensadores procuraram resgatar a subjetividade e ressaltar sua importância. Desse movimento surgiram questões referentes à existência do homem e sua maneira de ser-no-mundo.
Um dos autores que discutiram essa questão foi HUSSERL. Com ele aprendemos que:… o homem é um ser consciente e que a consciência é sempre intencional, ou seja, ela não existe independentemente do objeto, mas é sempre consciência de algo. Assim, também o mundo, não é em si, mas é sempre um mundo para uma consciência. Nega tanto a pura subjetividade quanto a pura objetividade e, conseqüentemente, valor do método experimental, objetivo, e do conhecimento elaborado através dele. Contesta a ciência objetiva e propõe, então um “voltar às próprias coisas” ou às raízes do conhecimento, ao fundamento do inegável, que é a intencionalidade da consciência, ou o fenômeno. Este só pode ser encontrado no mundo vivido, que é a experiência básica, primordial do ser humano; ela é pré-reflexiva e anterior à separação entre consciência e objeto, entre sujeito e mundo. (FORGHIERI, 1984, p.15)Ainda nessa perspectiva, para HEIDEGGER, discípulo de HUSSERL:O existente só pode se compreender em sua relação com o mundo, relação na qual cria o mundo, ao mesmo tempo em que é criado por ele. O homem não é uma coisa entre outras coisas; ele “é aqui”, num sentido autolocalizado e autoconsciente, numa relação constante com os objetos, as pessoas e as situações. O mundo independente dele, existindo por si mesmo, só aparece através da sua reflexão – o que há primordialmente é o mundo para ele. (FORGHIERI, 1984, p.15 e 16)Nessa perspectiva, o sujeito passa a ter um papel primordial na relação com o objeto de conhecimento. E com HEIDEGGER as idéias existencialistas retornam com grande repercussão, depois de duas guerras mundiais catastróficas.
As filosofias da existência ou existencialismos ganharam espaço no século XX, apesar de alguns autores apresentarem como características questões geradoras semelhantes, muitos anos antes, como é o caso de Kierkegaard (ABRÃO, 1999). De maneira geral, essas filosofias procuraram resgatar a subjetividade humana, a partir da premissa de que a existência precede a essência. Na verdade, pode-se chamar de existencialismos porque muitos foram os enfoques dados pelos mais diferentes autores, como Scheller, Jasper, Landsberg, Berdiaeff, Marcel e Mounier, Sartre, Heidegger, Merleau-Ponty, Hippolyte, Beauvoir e Camus, entre outros.
O ponto de convergência entre os autores dos existencialismos é a questão da existência e da essência do homem. Na perspectiva apresentada por SARTRE: durante sua existência o homem vai fazendo as escolhas que constituem seu projeto, o qual o define. Portanto, é através desse prisma que discuto o projeto de vida nesse texto.
Na perspectiva existencialista o homem:
…é… um conjunto de possibilidades que vai se atualizando no decorrer de sua existência. Ele é livre para escolher entre muitas possibilidades, mas a sua escolha é vivenciada com inquietação, pois a materialidade de seu existir não lhe permite escolher tudo – cada escolha implica a renúncia de muitas possibilidades. (FORGHIERI, 1984, p.17)
SARTRE coloca que o existencialismo proporciona ao homem uma perspectiva otimista sobre a vida, colocando-o como responsável por suas ações e escolhas:
… é necessário que o homem se reencontre a si próprio e se persuada de que nada pode salvá-lo de si mesmo… Neste sentido, o existencialismo é um otimismo, uma doutrina de ação… (SARTRE, 1970, p. 22)
De fato, as escolhas realizadas sinalizam nossa intencionalidade e apresentam todas as possibilidades excluídas. Por isso SARTRE diz que o homem está condenado a inventar-se a cada instante, ou seja, é preciso criar-se com as circunstâncias que se apresentam. Sempre com responsabilidade perante aos outros. O existencialismo reconhece a liberdade e a responsabilidade de cada ser humano, sendo assim, ambas lhe são intrínsecas.
Porém, a vida não é linear e programável. As escolhas que se apresentam, das mais simples às complexas nos revelam as contradições da existência:
E a nossa vida está cheia de aspectos que se opõem mas que são coexistentes. Assim, embora sendo determinados pelos condicionamentos, também somos livres para escolher, somos animais, racionais, amamos, odiamos, somos voltados para atender aos outros, mas também cuidamos do nosso bem-estar. Finalmente, somos vivos mas também somos mortais. Vivemos e morremos, de certo modo, simultaneamente, pois a cada dia que passa, a nossa existência tanto aumenta, quanto vai se encurtando. No decorrer de meu existir caminho, a cada dia, para viver mais plenamente, assim como para morrer mais proximamente. (FORGHIERI, 1984, p.18)
É a partir desta contradição que permeia nossa vida que abordarei o próximo tópico deste texto: o projeto de vida.
PROJETO DE VIDA
Muitas são as concepções para o termo “projeto de vida”. Dentre elas, opto para essa reflexão da concepção defendida por SARTRE no texto “O existencialismo é um humanismo” (1970). Muitas são as críticas feitas a essa corrente filosófica e, nesse texto, SARTRE procura defendê-la.
Dentre as premissas existencialistas está a da existência preceder a essência:
… o homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo; e que só depois se define. O homem tal como o concebe o existencialista, se não é definível, é porque primeiramente não é nada. Só depois será alguma coisa e tal como a si próprio se fizer… o homem não é mais que o que ele faz. Tal é o primeiro princípio do existencialismo. (SARTRE, 1970, p. 06)
Sendo assim, o projeto de vida tem um sentido de ação: o que foi realizado e o que está por vir:
… o homem, antes de mais nada, é o que se lança para um futuro, e o que é consciente de projetar no futuro. O homem é, antes de mais nada, um projeto que se vive subjetivamente,… nada existe anteriormente a este projeto;… o homem será antes de mais o que tiver projetado ser. Não o que ele quiser ser. Porque o que entendemos vulgarmente por querer é uma decisão consciente, e que, para a maior parte de nós, é posterior aquilo que ele próprio se fez. Posso querer aderir a um partido, escrever um livro, casar-me; tudo isso não é mais do que a manifestação duma escolha mais original, mais espontânea do que o que se chama vontade. Mas se verdadeiramente a existência precede a essência, o homem é responsável por aquilo que é. Assim, o primeiro esforço do existencialismo é o de pôr todo homem no domínio do que ele é e de lhe atribuir a total responsabilidade de sua existência. (SARTRE, 1970, p.6)
A responsabilidade do homem perante sua vida é o conceito existencialista que mais me agrada porque evita desculpas, subterfúgios ou afins para justificar as escolhas realizadas. Com isso não perco de vista as diversas circunstâncias (sociais, psicológicas…) e alguns determinismos que nos evolvem para a tomada de decisão. Porém, esse preceito não deixa o homem à mercê de tudo o que o envolve, há um otimismo, há sempre uma alternativa para lidar com as situações que se apresentam.
Nessa perspectiva o projeto de vida tem um papel fundamental. Na concepção de SARTRE as ações o define:
A doutrina que vos apresento é justamente a oposta ao quietismo, vista que ela declara: só há realidade na ação; e via aliás mais longe, visto que acrescenta: o homem não é senão o seu projeto, só existe na medida em que se realiza, não é portanto, nada mais do que o conjunto dos seus atos, nada mais do que a sua vida. (SARTRE, 1970, p.13)
Muitas pessoas sonham, planejam, mas não realizam o que desejam e utilizam as desculpas mais diversas. Normalmente, elas ficam presas a projetos de cunho material: comprar, ter, vender, adquirir bens. Esquecem-se muitas vezes que suas atitudes a constituem como seres humanos e daí vem a concepção de projeto que se estabelece: o homem não é aquilo que adquiriu, mas suas ações durante sua vida, a maneira como viveu. Não se mede o valor do projeto de um homem pelos bens adquiridos em sua existência, mas pelas atitudes e compromisso com a humanidade, pelo seu senso de responsabilidade e liberdade.
No texto “O existencialismo é um humanismo” SARTRE procura demonstrar de que maneira o existencialismo é de fato um humanismo:
…o homem está constantemente fora de si mesmo, é projetando-se e perdendo-se fora de si que ele faz existir o homem e, por outro lado, é perseguindo fins transcendentes que ele pode existir; sendo o homem esta superação e não se apoderando dos objetos senão em referência a esta superação, ele vive no coração, no centro desta superação. Não há outro universo senão o universo humano, o universo da subjetividade humana. É esta a ligação da transcendência, como estimulante do homem… e da subjetividade, no sentido de que o homem não está fechado em si mesmo mas presente sempre num universo humano, é a isso que chamamos humanismo existencialista. Humanismo, porque recordamos ao homem que não há outro legislador além dele próprio, e que é no abandono que ele decidirá de si: e porque mostramos que isso se não decide com voltar-se para si, mas que é procurando sempre fora de si um fim – que é tal libertação, tal realização particular – que o homem se realizará precisamente como ser humano. (SARTRE, 1970, p. 21)
Para alguns, esta perspectiva do humanismo existencialista pode parecer pessimista, pois imprime ao homem muita responsabilidade por si e pelo outro. Porém, para aqueles que compartilham desse pensamento, a idéia é inteiramente inversa: é um otimismo, no sentido que permite o movimento de escolha, ação e mudanças constantes, pois hoje sou diferente de ontem e de amanhã.
A PERSPECTIVA DE LYA LUFT
Para iluminar através da literatura essa questão utilizarei o texto “Perdas e Ganhos” de LUFT (2004). Ela apresenta uma visão mais suave sobre a mesma questão tratada por SARTRE: a existência humana.
Para a autora:
… viver deveria ser – até o último pensamento e o derradeiro olhar – transformar-se. (LUFT, 2004, p. 16)
Nessa obra LUFT apresenta um conceito “novo” de existencialismo, mais sutil, mais leve e até certo ponto compreensivo:
Escrevo continuamente sobre sermos responsáveis e inocentes em relação ao que nos acontece. (LUFT, 2004, p. 16)
A inocência vem daquilo que desconhecemos, ignoramos ou mesmo não atentamos quando optamos por determinado caminho. Existem situações que fogem ao nosso controle e nos mostram como podemos ser frágeis perante a dinâmica da vida.
O texto de LUFT fala ao coração. Leva a reflexão pelo sentimento, pela emoção e não pelos caminhos rígidos da racionalidade. Durante todo o texto, ela reflete sobre o papel da família, a vida e seus conflitos, o processo de envelhecimento, entre outros.
Das reflexões que ela propõe em sua obra duas serão pertinentes na discussão desse presente artigo: a questão da existência e o processo de envelhecimento.
A perspectiva de LUF em relação à existência é mais suave do que a apresentada por SARTRE. As afirmações dele são mais duras, nada comparáveis ao toque leve que a literatura e a feminilidade de LUFT apresentam.
Em dado momento ela compara as plantas de seu jardim, que cuida diariamente, aos seres humanos, grifando que a diferença entre ambos, é que o último pode pensar. Ela diz que o homem:
Pode exercer uma relativa liberdade. Dentro de certos limites, podemos intervir. Por isso, mais uma vez, somos responsáveis, também por nós. Somos no mínimo co-responsáveis pelo que fazemos com a bagagem que nos deram para esse trajeto entre nascer e morrer. Carregamos muito peso inútil. Largamos no caminho objetos que poderiam ser preciosos e recolhemos inutilidades. Corremos sem parar até aquele fim temido, raramente nos sentamos para olhar em torno, avaliar o caminho, e modificar ou manter nosso projeto pessoal. (LUFT, 2004, p.27)
O conceito de projeto pessoal elaborado por LUFT é mais flexível e mais embasado na psicologia. Em alguns momentos ela retrata os movimentos de mudança que se instalam na vida e a importância do projeto:
Sair do estabelecido e habitual, mesmo ruim, é sempre perturbador. O desejo de ser mais livre é forte, o medo de sair da situação conhecida, por pior que ela seja, pode ser maior ainda. Para nos reorganizarmos precisamos nos desmontar, refazer esse enigma nosso e descobrir qual é, afinal, o projeto de cada um de nós. (LUFT, 2004, p. 34)
Essa fala de LUFT traz a parte principal da reflexão aqui proposta: a importância do projeto de vida ou, projeto pessoal como ela coloca. O que nos impulsiona, não nos faz desistir de tentar, ou mesmo de viver, são os projetos que temos, o desejo de liberdade, a coragem de enfrentar o novo, seja ele uma situação nova, ou uma nova maneira de lidar com a situação antiga. Ainda assim, somos responsáveis perante a vida (e nós mesmos) por aquilo que fizermos.
Sendo assim, a idade em que me encontro não deve ser um entrave ou uma desculpa para minhas realizações. Por que não ter um projeto aos 70 anos de idade?
ENVELHECER COM OTIMISMO?
Sim, envelhecer com projetos, melhor, viver com projetos, ou ter projetos para viver. Assim seria nossa vida se pensássemos mais nos ganhos que tivemos (e temos) durante a vida do que nas perdas.
De uma certa maneira, essa é uma das mensagens mais significativas que LUFT traz em suas reflexões sobre a vida durante o livro, principalmente, no que diz respeito ao processo de envelhecimento, visto como um problema, um mal a ser combatido por nossa sociedade.
Com isso, ela não deixa de tratar da perda, das dores sofridas no decorrer da vida e da importância de estarmos atentos ao nosso projeto pessoal. Ela fala, inclusive da necessidade de sentirmos a dor, mas não nos deixarmos envolver por ela, percebendo que ela se consome em si mesma.
LUFT sinaliza as vantagens de envelhecer:
Amadurecer serve para isso: o novo olhar, na lucidez de certo distanciamento, permite compreender aspectos nossos e alheios antes obscuros. Por vezes promove-se uma espécie de anistia. Partindo dela podem-se reconfigurar padrões. Gosto de usar a palavra anistiar – melhor que perdão, pois não tem conotação religiosa, nem dá a idéia de que somos bonzinhos perdoando alguém. Nem a nós mesmos. (LUFT, 2004, p. 68)
Essa postura diante da vida promove uma existência mais significativa e feliz. Por isso, insisto na importância do projeto de vida, ou pessoal como coloca LUFT: muitos serão os desafios, algumas as fatalidades, mas sobretudo, existe em cada um o desejo de liberdade e desenvolvimento, esse é o movimento da vida.
Concordo com LUFT quando ela diz que:
Acredito que viver é elaborar e criar: são inevitáveis as fatalidades, doença e morte. O resto – que é todo o vasto interior e exterior – eu mesma construo. Sou dona do meu destino. É mais cômodo queixar-me da sorte em lugar de rever minhas escolhas e melhorar meus projetos. (LUFT, 2004. p. 107)
É importante lembrar que em qualquer momento da vida podemos rever nossas escolhas, inclusive aos sessenta, setenta, oitenta… E segundo LUFT com algumas vantagens:
Finalmente, depois de tantas peripécias parece que ao menos do ponto de vista cronológico amadurecemos. Parece que chegamos a um patamar confortável. Superamos dores, cumprimos tarefas, já realizamos coisas que seriam impensáveis na juventude. Agora é recostar-se para trás e traçar projetos de liberdade: uma viagem, um novo curso, os livros para ler, as dores para esquecer, os amigos a encontrar. Mexer nas minhas plantas. Abrir as persianas e vibrar porque a manhã está deslumbrante e temos uma hora para caminhar nas ruas onde andamos há muitos anos: cada folha, cada muro é um conhecido íntimo – e também isso é bom… A tarefa de viver nunca se conclui… (LUFT, 2004, p.120)
Na verdade, ela se conclui na morte (e para alguns nem com ela). Quais motivos para viver mais e “driblar” a morte? São eles que nos impulsionam nas dificuldades, nos momentos de desilusão ou desespero: o valor que a pessoa dá a si e a sua vida. Com isso não estou pregando o egoísmo ou narcisismo, mas a realização de projetos enquanto ser humano, com vistas ao bem-estar da humanidade.
Isso pode parecer romântico para alguns ou piegas para outros. Porém, quando se chega a uma certa idade, principalmente na velhice, é preciso que se acredite na vida, apesar dos desgostos e das perdas enfrentadas. Perceber, como diz LUFT em alguns momentos do livro, que perdemos muitas coisas (pessoas, ilusões, oportunidades…) porém ganhamos muito mais do que perdemos.
Sem essa perspectiva, ficaríamos inertes ou reclamando do que a vida nos fez, colocando sempre no outro a responsabilidade por aquilo que nos acontece. Nesse sentido, a filosofia existencialista é uma contribuição para essa reflexão, já que ela coloca o homem como responsável por suas escolhas, mesmo com algumas objeções a certos extremismos.
Você vê de maneira otimista ou pessimista a responsabilidade de ser o autor da própria vida?
O trecho que achei mais perturbador é o que descrevo a seguir:
O homem…é… um conjunto de possibilidades que vai se atualizando no decorrer de sua existência. Ele é livre para escolher entre muitas possibilidades, mas a sua escolha é vivenciada com inquietação, pois a materialidade de seu existir não lhe permite escolher tudo – cada escolha implica a renúncia de muitas possibilidades.
(FORGHIERI, 1984, p.17)
Pode parecer óbvio, mas, sinceramente, nunca parei para refletir sobre isso. Quanto mais o tempo passa, mais somos responsáveis sobre nossas ações. Assim, maior o efeito que essas ações têm sobre nossas vidas.
Pensar que a cada escolha que fazemos significa renunciar as demais possibilidades da nossa vida é inquietante.
Quem nunca tomou uma decisão e, depois de se passar alguns anos, parou e indagou: como seria se eu tivesse optado por um outro caminho???
Bom… achei o artigo super pertinente, mas vou parar de comentar. Segue o artigo na íntegra. Enjoy!
A IMPORTÂNCIA DO PROJETO DE VIDA
Letícia Maria Paes
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RESUMO
Este texto trata da importância do projeto de vida. A princípio discuto a perspectiva fenomenológica e existencialista. Depois, o projeto de vida, a partir de do texto “O existencialismo é um humanismo” de SARTRE. Finalizando, abordo a existência e o envelhecimento, a partir das reflexões do texto “Perdas e ganhos” de LUFT.Palavras-chave: projeto de vida, existencialismo, envelhecimento.A QUESTÃO EXISTENCIALISTA E A FENOMENOLOGIA
Nesse preâmbulo não pretendo embrenhar-me em questões demasiadamente densas no que diz respeito à filosofia. Pretendo apenas introduzir a questão por essa vertente e discutir as perspectivas e projetos de vida.
Esse texto pretende auxiliar nas reflexões referentes ao projeto de vida. Para tanto, inicio a discussão com uma breve apresentação do existencialismo e da fenomenologia, pois é a maneira pela qual compreendo os temas aqui abordados.
A fenomenologia surgiu como método que procura chegar ao fenômeno e captar sua essência, em contestação ao método experimental, que em busca da objetividade “pura” via o sujeito e o objeto como “seres” separados e independentes. Dessa maneira, no que tange as ciências humanas, o homem acabou percebido como um objeto como tantos outros.
Para contrapor essa idéia nos meios científicos, alguns pensadores procuraram resgatar a subjetividade e ressaltar sua importância. Desse movimento surgiram questões referentes à existência do homem e sua maneira de ser-no-mundo.
Um dos autores que discutiram essa questão foi HUSSERL. Com ele aprendemos que:… o homem é um ser consciente e que a consciência é sempre intencional, ou seja, ela não existe independentemente do objeto, mas é sempre consciência de algo. Assim, também o mundo, não é em si, mas é sempre um mundo para uma consciência. Nega tanto a pura subjetividade quanto a pura objetividade e, conseqüentemente, valor do método experimental, objetivo, e do conhecimento elaborado através dele. Contesta a ciência objetiva e propõe, então um “voltar às próprias coisas” ou às raízes do conhecimento, ao fundamento do inegável, que é a intencionalidade da consciência, ou o fenômeno. Este só pode ser encontrado no mundo vivido, que é a experiência básica, primordial do ser humano; ela é pré-reflexiva e anterior à separação entre consciência e objeto, entre sujeito e mundo. (FORGHIERI, 1984, p.15)Ainda nessa perspectiva, para HEIDEGGER, discípulo de HUSSERL:O existente só pode se compreender em sua relação com o mundo, relação na qual cria o mundo, ao mesmo tempo em que é criado por ele. O homem não é uma coisa entre outras coisas; ele “é aqui”, num sentido autolocalizado e autoconsciente, numa relação constante com os objetos, as pessoas e as situações. O mundo independente dele, existindo por si mesmo, só aparece através da sua reflexão – o que há primordialmente é o mundo para ele. (FORGHIERI, 1984, p.15 e 16)Nessa perspectiva, o sujeito passa a ter um papel primordial na relação com o objeto de conhecimento. E com HEIDEGGER as idéias existencialistas retornam com grande repercussão, depois de duas guerras mundiais catastróficas.
As filosofias da existência ou existencialismos ganharam espaço no século XX, apesar de alguns autores apresentarem como características questões geradoras semelhantes, muitos anos antes, como é o caso de Kierkegaard (ABRÃO, 1999). De maneira geral, essas filosofias procuraram resgatar a subjetividade humana, a partir da premissa de que a existência precede a essência. Na verdade, pode-se chamar de existencialismos porque muitos foram os enfoques dados pelos mais diferentes autores, como Scheller, Jasper, Landsberg, Berdiaeff, Marcel e Mounier, Sartre, Heidegger, Merleau-Ponty, Hippolyte, Beauvoir e Camus, entre outros.
O ponto de convergência entre os autores dos existencialismos é a questão da existência e da essência do homem. Na perspectiva apresentada por SARTRE: durante sua existência o homem vai fazendo as escolhas que constituem seu projeto, o qual o define. Portanto, é através desse prisma que discuto o projeto de vida nesse texto.
Na perspectiva existencialista o homem:
…é… um conjunto de possibilidades que vai se atualizando no decorrer de sua existência. Ele é livre para escolher entre muitas possibilidades, mas a sua escolha é vivenciada com inquietação, pois a materialidade de seu existir não lhe permite escolher tudo – cada escolha implica a renúncia de muitas possibilidades. (FORGHIERI, 1984, p.17)
SARTRE coloca que o existencialismo proporciona ao homem uma perspectiva otimista sobre a vida, colocando-o como responsável por suas ações e escolhas:
… é necessário que o homem se reencontre a si próprio e se persuada de que nada pode salvá-lo de si mesmo… Neste sentido, o existencialismo é um otimismo, uma doutrina de ação… (SARTRE, 1970, p. 22)
De fato, as escolhas realizadas sinalizam nossa intencionalidade e apresentam todas as possibilidades excluídas. Por isso SARTRE diz que o homem está condenado a inventar-se a cada instante, ou seja, é preciso criar-se com as circunstâncias que se apresentam. Sempre com responsabilidade perante aos outros. O existencialismo reconhece a liberdade e a responsabilidade de cada ser humano, sendo assim, ambas lhe são intrínsecas.
Porém, a vida não é linear e programável. As escolhas que se apresentam, das mais simples às complexas nos revelam as contradições da existência:
E a nossa vida está cheia de aspectos que se opõem mas que são coexistentes. Assim, embora sendo determinados pelos condicionamentos, também somos livres para escolher, somos animais, racionais, amamos, odiamos, somos voltados para atender aos outros, mas também cuidamos do nosso bem-estar. Finalmente, somos vivos mas também somos mortais. Vivemos e morremos, de certo modo, simultaneamente, pois a cada dia que passa, a nossa existência tanto aumenta, quanto vai se encurtando. No decorrer de meu existir caminho, a cada dia, para viver mais plenamente, assim como para morrer mais proximamente. (FORGHIERI, 1984, p.18)
É a partir desta contradição que permeia nossa vida que abordarei o próximo tópico deste texto: o projeto de vida.
PROJETO DE VIDA
Muitas são as concepções para o termo “projeto de vida”. Dentre elas, opto para essa reflexão da concepção defendida por SARTRE no texto “O existencialismo é um humanismo” (1970). Muitas são as críticas feitas a essa corrente filosófica e, nesse texto, SARTRE procura defendê-la.
Dentre as premissas existencialistas está a da existência preceder a essência:
… o homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo; e que só depois se define. O homem tal como o concebe o existencialista, se não é definível, é porque primeiramente não é nada. Só depois será alguma coisa e tal como a si próprio se fizer… o homem não é mais que o que ele faz. Tal é o primeiro princípio do existencialismo. (SARTRE, 1970, p. 06)
Sendo assim, o projeto de vida tem um sentido de ação: o que foi realizado e o que está por vir:
… o homem, antes de mais nada, é o que se lança para um futuro, e o que é consciente de projetar no futuro. O homem é, antes de mais nada, um projeto que se vive subjetivamente,… nada existe anteriormente a este projeto;… o homem será antes de mais o que tiver projetado ser. Não o que ele quiser ser. Porque o que entendemos vulgarmente por querer é uma decisão consciente, e que, para a maior parte de nós, é posterior aquilo que ele próprio se fez. Posso querer aderir a um partido, escrever um livro, casar-me; tudo isso não é mais do que a manifestação duma escolha mais original, mais espontânea do que o que se chama vontade. Mas se verdadeiramente a existência precede a essência, o homem é responsável por aquilo que é. Assim, o primeiro esforço do existencialismo é o de pôr todo homem no domínio do que ele é e de lhe atribuir a total responsabilidade de sua existência. (SARTRE, 1970, p.6)
A responsabilidade do homem perante sua vida é o conceito existencialista que mais me agrada porque evita desculpas, subterfúgios ou afins para justificar as escolhas realizadas. Com isso não perco de vista as diversas circunstâncias (sociais, psicológicas…) e alguns determinismos que nos evolvem para a tomada de decisão. Porém, esse preceito não deixa o homem à mercê de tudo o que o envolve, há um otimismo, há sempre uma alternativa para lidar com as situações que se apresentam.
Nessa perspectiva o projeto de vida tem um papel fundamental. Na concepção de SARTRE as ações o define:
A doutrina que vos apresento é justamente a oposta ao quietismo, vista que ela declara: só há realidade na ação; e via aliás mais longe, visto que acrescenta: o homem não é senão o seu projeto, só existe na medida em que se realiza, não é portanto, nada mais do que o conjunto dos seus atos, nada mais do que a sua vida. (SARTRE, 1970, p.13)
Muitas pessoas sonham, planejam, mas não realizam o que desejam e utilizam as desculpas mais diversas. Normalmente, elas ficam presas a projetos de cunho material: comprar, ter, vender, adquirir bens. Esquecem-se muitas vezes que suas atitudes a constituem como seres humanos e daí vem a concepção de projeto que se estabelece: o homem não é aquilo que adquiriu, mas suas ações durante sua vida, a maneira como viveu. Não se mede o valor do projeto de um homem pelos bens adquiridos em sua existência, mas pelas atitudes e compromisso com a humanidade, pelo seu senso de responsabilidade e liberdade.
No texto “O existencialismo é um humanismo” SARTRE procura demonstrar de que maneira o existencialismo é de fato um humanismo:
…o homem está constantemente fora de si mesmo, é projetando-se e perdendo-se fora de si que ele faz existir o homem e, por outro lado, é perseguindo fins transcendentes que ele pode existir; sendo o homem esta superação e não se apoderando dos objetos senão em referência a esta superação, ele vive no coração, no centro desta superação. Não há outro universo senão o universo humano, o universo da subjetividade humana. É esta a ligação da transcendência, como estimulante do homem… e da subjetividade, no sentido de que o homem não está fechado em si mesmo mas presente sempre num universo humano, é a isso que chamamos humanismo existencialista. Humanismo, porque recordamos ao homem que não há outro legislador além dele próprio, e que é no abandono que ele decidirá de si: e porque mostramos que isso se não decide com voltar-se para si, mas que é procurando sempre fora de si um fim – que é tal libertação, tal realização particular – que o homem se realizará precisamente como ser humano. (SARTRE, 1970, p. 21)
Para alguns, esta perspectiva do humanismo existencialista pode parecer pessimista, pois imprime ao homem muita responsabilidade por si e pelo outro. Porém, para aqueles que compartilham desse pensamento, a idéia é inteiramente inversa: é um otimismo, no sentido que permite o movimento de escolha, ação e mudanças constantes, pois hoje sou diferente de ontem e de amanhã.
A PERSPECTIVA DE LYA LUFT
Para iluminar através da literatura essa questão utilizarei o texto “Perdas e Ganhos” de LUFT (2004). Ela apresenta uma visão mais suave sobre a mesma questão tratada por SARTRE: a existência humana.
Para a autora:
… viver deveria ser – até o último pensamento e o derradeiro olhar – transformar-se. (LUFT, 2004, p. 16)
Nessa obra LUFT apresenta um conceito “novo” de existencialismo, mais sutil, mais leve e até certo ponto compreensivo:
Escrevo continuamente sobre sermos responsáveis e inocentes em relação ao que nos acontece. (LUFT, 2004, p. 16)
A inocência vem daquilo que desconhecemos, ignoramos ou mesmo não atentamos quando optamos por determinado caminho. Existem situações que fogem ao nosso controle e nos mostram como podemos ser frágeis perante a dinâmica da vida.
O texto de LUFT fala ao coração. Leva a reflexão pelo sentimento, pela emoção e não pelos caminhos rígidos da racionalidade. Durante todo o texto, ela reflete sobre o papel da família, a vida e seus conflitos, o processo de envelhecimento, entre outros.
Das reflexões que ela propõe em sua obra duas serão pertinentes na discussão desse presente artigo: a questão da existência e o processo de envelhecimento.
A perspectiva de LUF em relação à existência é mais suave do que a apresentada por SARTRE. As afirmações dele são mais duras, nada comparáveis ao toque leve que a literatura e a feminilidade de LUFT apresentam.
Em dado momento ela compara as plantas de seu jardim, que cuida diariamente, aos seres humanos, grifando que a diferença entre ambos, é que o último pode pensar. Ela diz que o homem:
Pode exercer uma relativa liberdade. Dentro de certos limites, podemos intervir. Por isso, mais uma vez, somos responsáveis, também por nós. Somos no mínimo co-responsáveis pelo que fazemos com a bagagem que nos deram para esse trajeto entre nascer e morrer. Carregamos muito peso inútil. Largamos no caminho objetos que poderiam ser preciosos e recolhemos inutilidades. Corremos sem parar até aquele fim temido, raramente nos sentamos para olhar em torno, avaliar o caminho, e modificar ou manter nosso projeto pessoal. (LUFT, 2004, p.27)
O conceito de projeto pessoal elaborado por LUFT é mais flexível e mais embasado na psicologia. Em alguns momentos ela retrata os movimentos de mudança que se instalam na vida e a importância do projeto:
Sair do estabelecido e habitual, mesmo ruim, é sempre perturbador. O desejo de ser mais livre é forte, o medo de sair da situação conhecida, por pior que ela seja, pode ser maior ainda. Para nos reorganizarmos precisamos nos desmontar, refazer esse enigma nosso e descobrir qual é, afinal, o projeto de cada um de nós. (LUFT, 2004, p. 34)
Essa fala de LUFT traz a parte principal da reflexão aqui proposta: a importância do projeto de vida ou, projeto pessoal como ela coloca. O que nos impulsiona, não nos faz desistir de tentar, ou mesmo de viver, são os projetos que temos, o desejo de liberdade, a coragem de enfrentar o novo, seja ele uma situação nova, ou uma nova maneira de lidar com a situação antiga. Ainda assim, somos responsáveis perante a vida (e nós mesmos) por aquilo que fizermos.
Sendo assim, a idade em que me encontro não deve ser um entrave ou uma desculpa para minhas realizações. Por que não ter um projeto aos 70 anos de idade?
ENVELHECER COM OTIMISMO?
Sim, envelhecer com projetos, melhor, viver com projetos, ou ter projetos para viver. Assim seria nossa vida se pensássemos mais nos ganhos que tivemos (e temos) durante a vida do que nas perdas.
De uma certa maneira, essa é uma das mensagens mais significativas que LUFT traz em suas reflexões sobre a vida durante o livro, principalmente, no que diz respeito ao processo de envelhecimento, visto como um problema, um mal a ser combatido por nossa sociedade.
Com isso, ela não deixa de tratar da perda, das dores sofridas no decorrer da vida e da importância de estarmos atentos ao nosso projeto pessoal. Ela fala, inclusive da necessidade de sentirmos a dor, mas não nos deixarmos envolver por ela, percebendo que ela se consome em si mesma.
LUFT sinaliza as vantagens de envelhecer:
Amadurecer serve para isso: o novo olhar, na lucidez de certo distanciamento, permite compreender aspectos nossos e alheios antes obscuros. Por vezes promove-se uma espécie de anistia. Partindo dela podem-se reconfigurar padrões. Gosto de usar a palavra anistiar – melhor que perdão, pois não tem conotação religiosa, nem dá a idéia de que somos bonzinhos perdoando alguém. Nem a nós mesmos. (LUFT, 2004, p. 68)
Essa postura diante da vida promove uma existência mais significativa e feliz. Por isso, insisto na importância do projeto de vida, ou pessoal como coloca LUFT: muitos serão os desafios, algumas as fatalidades, mas sobretudo, existe em cada um o desejo de liberdade e desenvolvimento, esse é o movimento da vida.
Concordo com LUFT quando ela diz que:
Acredito que viver é elaborar e criar: são inevitáveis as fatalidades, doença e morte. O resto – que é todo o vasto interior e exterior – eu mesma construo. Sou dona do meu destino. É mais cômodo queixar-me da sorte em lugar de rever minhas escolhas e melhorar meus projetos. (LUFT, 2004. p. 107)
É importante lembrar que em qualquer momento da vida podemos rever nossas escolhas, inclusive aos sessenta, setenta, oitenta… E segundo LUFT com algumas vantagens:
Finalmente, depois de tantas peripécias parece que ao menos do ponto de vista cronológico amadurecemos. Parece que chegamos a um patamar confortável. Superamos dores, cumprimos tarefas, já realizamos coisas que seriam impensáveis na juventude. Agora é recostar-se para trás e traçar projetos de liberdade: uma viagem, um novo curso, os livros para ler, as dores para esquecer, os amigos a encontrar. Mexer nas minhas plantas. Abrir as persianas e vibrar porque a manhã está deslumbrante e temos uma hora para caminhar nas ruas onde andamos há muitos anos: cada folha, cada muro é um conhecido íntimo – e também isso é bom… A tarefa de viver nunca se conclui… (LUFT, 2004, p.120)
Na verdade, ela se conclui na morte (e para alguns nem com ela). Quais motivos para viver mais e “driblar” a morte? São eles que nos impulsionam nas dificuldades, nos momentos de desilusão ou desespero: o valor que a pessoa dá a si e a sua vida. Com isso não estou pregando o egoísmo ou narcisismo, mas a realização de projetos enquanto ser humano, com vistas ao bem-estar da humanidade.
Isso pode parecer romântico para alguns ou piegas para outros. Porém, quando se chega a uma certa idade, principalmente na velhice, é preciso que se acredite na vida, apesar dos desgostos e das perdas enfrentadas. Perceber, como diz LUFT em alguns momentos do livro, que perdemos muitas coisas (pessoas, ilusões, oportunidades…) porém ganhamos muito mais do que perdemos.
Sem essa perspectiva, ficaríamos inertes ou reclamando do que a vida nos fez, colocando sempre no outro a responsabilidade por aquilo que nos acontece. Nesse sentido, a filosofia existencialista é uma contribuição para essa reflexão, já que ela coloca o homem como responsável por suas escolhas, mesmo com algumas objeções a certos extremismos.
importância de um projeto de vida.
importância de um projeto de vida.
Responda rápido: Quais são sua visão, missão e valores pessoais? Se você pestanejou ou levou mais que um minuto para responder, é porque ainda não parou para refletir sobre o assunto ou sequer colocou isso no papel - ou mesmo na agenda. Mas estou certo de que a visão, missão e valores da sua empresa você tem na “ponta da língua”.
Esse é um dos sérios problemas enfrentados no ambiente corporativo contemporâneo. Isso porque as pessoas passam tanto tempo envolvidas (ou, na linguagem moderna: comprometidas) com os planos estratégicos das corporações, que mal conseguem estabelecer seus próprios projetos de vida, que pressupõem a elaboração dos itens citados no parágrafo acima. Ou seja: Qual minha missão aqui na terra? Que legado quero deixar para minhas gerações futuras e para a humanidade? Aonde quero chegar na minha carreira? No trabalho, faço o que gosto e torno felizes os colegas que me rodeiam? Eu sou parte das soluções dos problemas do mundo? Qual meu papel na família? E assim por diante...
A já “crônica” falta de tempo para que se possa refletir sobre a visão, missão e valores pessoais fica patente numa recente pesquisa publicada na mídia, dando conta de que os casais reservam apenas 12 minutos de seu dia para conversas e 40 minutos por semana para brincar com os filhos, enquanto que para o trabalho gastam entre 55 e 80 horas por semana.
A definição de um projeto de vida resulta em ganho de qualidade de vida, auto-estima elevada, maior motivação e mais felicidade e produtividade no trabalho, entre outros fatores de igual relevância.
As pessoas só se dão conta da importância de se estabelecer uma estratégia de vida (incluindo até mesmo um plano “B”), quando é tarde demais. Isto é: quando sua saúde física ou mental já está comprometida, suas relações familiares ou pessoais começam a se deteriorar e seus sonhos quase que desaparecem em meio ao turbilhão de problemas e dilemas...
Faço esse alerta porque vivi essa situação. Agora, como “desaposentado” assumido (graças a Deus!), pude encontrar tempo para refletir profundamente a respeito desses aspectos, cujas conclusões têm servido de bússola para nortear meus caminhos presentes e futuros. Durante mais de 28 anos, estive comprometido com a filosofia institucional da empresa em que trabalhava, obviamente cantando pelos corredores e até em casa a visão, missão e valores da corporação. O envolvimento era tamanho que tomei tais conceitos como se fossem meus, sem ao menos parar para me questionar: será que isso também deve ser referência para minha vida em família e na comunidade? Na verdade, eu estava absorvendo o que os estudiosos da psicologia definem como aquele tal processo transferência ou projeção. Numa linguagem simples, tomei como verdade única e absoluta tudo aquilo que serve para a vida corporativa, mas não necessariamente para meu lado pessoal.
Não que as empresas estejam erradas; pelo contrário. Tais processos e ações são necessários à sobrevivência em suas atividades. Nós, como colaboradores – portanto, seres humanos - é que deveríamos saber separar melhor a vida pessoal e o trabalho, buscando o equilíbrio entre ambos.
Nesse processo, creio que caberia às empresas, simultaneamente à criação e contínuo fortalecimento de sua visão, missão, valores e metas, incentivar seus colaboradores a também delinearem tais conceitos, mas em termos pessoais. Todos sairiam ganhando. A empresa atingiria e manteria seus certificados de Qualidade Total (ou máxima), enquanto que o colaborador conquistaria uma espécie de selo de “Satisfação Pessoal” (ou plena). Não importa o nome que se dê. O que vale é que o colaborador saiba que está contribuindo não só com o desenvolvimento da empresa, mas com o seu próprio aprimoramento pessoal, agregando valor a seu trabalho e ajudando a construir um mundo melhor, em que haja mais justiça social, cidadania, ética, fraternidade, solidariedade, diálogo e tolerância.
Enquanto caminhamos pela estrada da vida, vamos construindo nosso legado. Basta olhar atentamente para a rosa que está no vaso sobre a mesa ou na varanda da nossa própria casa. Antes de chegar ao estado de beleza que a todos encanta, aquela planta passou por diversas etapas em sua evolução, com destaque para a fase da germinação, quando suas raízes tiveram de buscar os nutrientes necessários à plenitude de sua colheita. Com as pessoas acontece o mesmo: o que fica da vida são as ações. São os nossos atos de bondade, dignidade e caráter que fazem a diferença. São esses atributos que nos tornam pessoas realmente encantadoras.
“Para que um grande sonho se torne realidade, você precisa primeiro de um grande sonho.” (Hans Seyle)
DESAPOSENTAR-SE COM SABEDORIA É...
AMEXA-SE - Escolher uma atividade que lhe proporcione prazer, satisfação e realização pessoal. Pode ser remunerada ou não. Mas o importante é conjugar o verbo SER ao invés do TER. Mexer-se também quer dizer, literalmente, ocupar-se, cuidar de seu corpo, sua mente e seu espírito, praticar atividades físicas....
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Responda rápido: Quais são sua visão, missão e valores pessoais? Se você pestanejou ou levou mais que um minuto para responder, é porque ainda não parou para refletir sobre o assunto ou sequer colocou isso no papel - ou mesmo na agenda. Mas estou certo de que a visão, missão e valores da sua empresa você tem na “ponta da língua”.
Esse é um dos sérios problemas enfrentados no ambiente corporativo contemporâneo. Isso porque as pessoas passam tanto tempo envolvidas (ou, na linguagem moderna: comprometidas) com os planos estratégicos das corporações, que mal conseguem estabelecer seus próprios projetos de vida, que pressupõem a elaboração dos itens citados no parágrafo acima. Ou seja: Qual minha missão aqui na terra? Que legado quero deixar para minhas gerações futuras e para a humanidade? Aonde quero chegar na minha carreira? No trabalho, faço o que gosto e torno felizes os colegas que me rodeiam? Eu sou parte das soluções dos problemas do mundo? Qual meu papel na família? E assim por diante...
A já “crônica” falta de tempo para que se possa refletir sobre a visão, missão e valores pessoais fica patente numa recente pesquisa publicada na mídia, dando conta de que os casais reservam apenas 12 minutos de seu dia para conversas e 40 minutos por semana para brincar com os filhos, enquanto que para o trabalho gastam entre 55 e 80 horas por semana.
A definição de um projeto de vida resulta em ganho de qualidade de vida, auto-estima elevada, maior motivação e mais felicidade e produtividade no trabalho, entre outros fatores de igual relevância.
As pessoas só se dão conta da importância de se estabelecer uma estratégia de vida (incluindo até mesmo um plano “B”), quando é tarde demais. Isto é: quando sua saúde física ou mental já está comprometida, suas relações familiares ou pessoais começam a se deteriorar e seus sonhos quase que desaparecem em meio ao turbilhão de problemas e dilemas...
Faço esse alerta porque vivi essa situação. Agora, como “desaposentado” assumido (graças a Deus!), pude encontrar tempo para refletir profundamente a respeito desses aspectos, cujas conclusões têm servido de bússola para nortear meus caminhos presentes e futuros. Durante mais de 28 anos, estive comprometido com a filosofia institucional da empresa em que trabalhava, obviamente cantando pelos corredores e até em casa a visão, missão e valores da corporação. O envolvimento era tamanho que tomei tais conceitos como se fossem meus, sem ao menos parar para me questionar: será que isso também deve ser referência para minha vida em família e na comunidade? Na verdade, eu estava absorvendo o que os estudiosos da psicologia definem como aquele tal processo transferência ou projeção. Numa linguagem simples, tomei como verdade única e absoluta tudo aquilo que serve para a vida corporativa, mas não necessariamente para meu lado pessoal.
Não que as empresas estejam erradas; pelo contrário. Tais processos e ações são necessários à sobrevivência em suas atividades. Nós, como colaboradores – portanto, seres humanos - é que deveríamos saber separar melhor a vida pessoal e o trabalho, buscando o equilíbrio entre ambos.
Nesse processo, creio que caberia às empresas, simultaneamente à criação e contínuo fortalecimento de sua visão, missão, valores e metas, incentivar seus colaboradores a também delinearem tais conceitos, mas em termos pessoais. Todos sairiam ganhando. A empresa atingiria e manteria seus certificados de Qualidade Total (ou máxima), enquanto que o colaborador conquistaria uma espécie de selo de “Satisfação Pessoal” (ou plena). Não importa o nome que se dê. O que vale é que o colaborador saiba que está contribuindo não só com o desenvolvimento da empresa, mas com o seu próprio aprimoramento pessoal, agregando valor a seu trabalho e ajudando a construir um mundo melhor, em que haja mais justiça social, cidadania, ética, fraternidade, solidariedade, diálogo e tolerância.
Enquanto caminhamos pela estrada da vida, vamos construindo nosso legado. Basta olhar atentamente para a rosa que está no vaso sobre a mesa ou na varanda da nossa própria casa. Antes de chegar ao estado de beleza que a todos encanta, aquela planta passou por diversas etapas em sua evolução, com destaque para a fase da germinação, quando suas raízes tiveram de buscar os nutrientes necessários à plenitude de sua colheita. Com as pessoas acontece o mesmo: o que fica da vida são as ações. São os nossos atos de bondade, dignidade e caráter que fazem a diferença. São esses atributos que nos tornam pessoas realmente encantadoras.
“Para que um grande sonho se torne realidade, você precisa primeiro de um grande sonho.” (Hans Seyle)
DESAPOSENTAR-SE COM SABEDORIA É...
AMEXA-SE - Escolher uma atividade que lhe proporcione prazer, satisfação e realização pessoal. Pode ser remunerada ou não. Mas o importante é conjugar o verbo SER ao invés do TER. Mexer-se também quer dizer, literalmente, ocupar-se, cuidar de seu corpo, sua mente e seu espírito, praticar atividades físicas....
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A Importância de um Projeto de Vida
A Importância de um Projeto de Vida
Por Luiz Roberto Soares
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ImprimirNo mundo competitivo e globalizado de hoje é necessário sabermos para onde e como queremos ir e principalmente de que forma queremos chegar até o lugar desejado. Grandes obras, construções, empreendimentos necessitam ser planejados, estudados, acompanhados, para que possam ter uma boa finalização e consequentemente que o responsável ou responsáveis pelo projeto colham de forma adequada seus investimentos.
Na vida de uma pessoa não é diferente, apesar de grandes indecisões, se planejar-mos de forma coerente, traçando metas, objetivos, se torna mais fácil trilhar o caminho correto e com o passar do tempo, claro, fazendo alguns ajustes, pois a vida não é algo estático, ou melhor dizendo, estamos sempre enfrentando imprevistos, problemas, dentre outros acontecimentos.
Então aparece a importância de um projeto de vida, que para muitos ainda possa ser uma bobagem, mas que já mudou e auxiliou na vida de inúmeras pessoas. Vemos a todo o momento reportagens de executivos trabalhando em multinacionais, traçando objetivos, metas de crescimento profissional e pessoal, projetando cursos, galgando cargos, prevendo aposentadorias. Pontos de referencias traçados ao longo de uma vida e hoje colhendo os frutos de um bom planejamento, do qual foi dedicado 10,20,30 anos de trabalho.
Mas não são só grandes executivos que trabalham em grandes empresas que podem ou planejam suas vidas, ser bem sucedido não esta relacionado ao grau de instrução e nem a profissão, conheço, mecânicos, mestres de obra, que por sua dedicação e planejamento, estão com uma vida estável, até mesmo com empresas formadas, mas também conheço engenheiros, advogados que até hoje não tomaram o rumo certo em suas vidas, isso nos mostra que a idéia de projeção está no ar e é para todos, basta inicia-la, acompanha-la e seguir em frente.
Para finalizar sabemos que uma vida bem trilhada é o nosso cartão postal, nossa referencia, então vamos cuidar bem dela, não deixando ela se perder, nem desprezando oportunidades, sonhar é preciso e necessário, basta acreditar.
Por Luiz Roberto Soares
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Na vida de uma pessoa não é diferente, apesar de grandes indecisões, se planejar-mos de forma coerente, traçando metas, objetivos, se torna mais fácil trilhar o caminho correto e com o passar do tempo, claro, fazendo alguns ajustes, pois a vida não é algo estático, ou melhor dizendo, estamos sempre enfrentando imprevistos, problemas, dentre outros acontecimentos.
Então aparece a importância de um projeto de vida, que para muitos ainda possa ser uma bobagem, mas que já mudou e auxiliou na vida de inúmeras pessoas. Vemos a todo o momento reportagens de executivos trabalhando em multinacionais, traçando objetivos, metas de crescimento profissional e pessoal, projetando cursos, galgando cargos, prevendo aposentadorias. Pontos de referencias traçados ao longo de uma vida e hoje colhendo os frutos de um bom planejamento, do qual foi dedicado 10,20,30 anos de trabalho.
Mas não são só grandes executivos que trabalham em grandes empresas que podem ou planejam suas vidas, ser bem sucedido não esta relacionado ao grau de instrução e nem a profissão, conheço, mecânicos, mestres de obra, que por sua dedicação e planejamento, estão com uma vida estável, até mesmo com empresas formadas, mas também conheço engenheiros, advogados que até hoje não tomaram o rumo certo em suas vidas, isso nos mostra que a idéia de projeção está no ar e é para todos, basta inicia-la, acompanha-la e seguir em frente.
Para finalizar sabemos que uma vida bem trilhada é o nosso cartão postal, nossa referencia, então vamos cuidar bem dela, não deixando ela se perder, nem desprezando oportunidades, sonhar é preciso e necessário, basta acreditar.
domingo, 11 de abril de 2010
Projeto de vida x planejamento
Um grande projeto de vida envolve as seguintes fases:
1. Sonho: Todo grande projeto nasce de um sonho. É algo que vem da alma. Ele nasce lá dentro de nós e possivelmente está ligado à nossa missão de vida.
2. Objetivo: Quando o sonho se torna mais vivo e a alma sozinha não consegue mais guardar segredo sobre ele, o coração e a mente são acionados para transformá-lo num objetivo. O objetivo é algo concreto que pode ser expresso e mensurado. Deve ser necessariamente escrito e devemos carregá-lo no bolso. Um objetivo tem as seguintes características:
• Começa com um verbo de ação (atingir, alcançar, fazer, etc.);
• Tem que apresentar uma evolução em relação à situação atual;
• Tem de ser quantificado (uma meta a atingir) e
• Tem que ter um prazo.
3. Projeto: A etapa seguinte é transformar o objetivo num projeto. No projeto temos as fases de planejamento, execução, aferição ou controle e a fase de correção dos desvios. Deve ter um nível de detalhamento suficiente para identificarmos todo o processo, principalmente para detalharmos as estratégias e ações necessárias:
a) Planejamento: No planejamento precisamos visualizar todo o caminhar na busca do objetivo. Nesta fase precisamos usar a imaginação. Precisamos detalhar:
• Os recursos humanos, materiais e financeiros necessário, citando os que já temos e os que precisamos buscar;
• Data de início;
• Prazo de execução, fazendo um cronograma das principais atividades;
• Estratégias e ações – Devemos descrever a forma como vamos caminhar até chegar ao objetivo;
• Indicadores – Devemos estabelecer de 3 a 5 indicadores chaves que nos permitirão avaliar se estamos indo na direção certa do objetivo.
b) Execução: Na execução se faz necessário muita garra e persistência. É a fase mais longa e que exige também muitos recursos e sacrifícios. É preciso acreditar. É nesta fase que muitos morrem na praia.
c) Controle: Devemos estabelecer uma periodicidade para avaliarmos a nossa performance. Pode ser diária, semanal, mensal, etc., .Deve ser compatível com o prazo do projeto. Devemos avaliar, através dos indicadores, como estamos na caminhada.
Nesta fase se faz necessário muita disciplina. Avaliar sempre na periodicidade definida. Muitos projetos não atingem o resultados esperados pelo não cumprimento deste principio.
d) Ação corretiva: Os desvios encontrados, o que realizamos em relação ao previsto, devem ser corrigidos. Acelerar, modificar as atividades ou estratégias serão necessárias.
Observa-se aqui a importância da periodicidade da avaliação. Se os desvios forem encontrados de imediato serão facilmente corrigidos, mas se ao contrário, forem identificados tardiamente, talvez nem possamos mais mudar o rumo, pois os custos da correção se tornam impraticáveis ou impossíveis.
Voltamos assim, a fase de planejamento e continuamos a girar o ciclo do projeto (planejar, fazer, controlar, corrigir, planejar, fazer, controlar,...) até que o resultado seja alcançado.
4. Comemoração: É importante a fase de comemoração do resultado alcançado, pois reforça a nossa crença de vitoriosos e teremos mais sucesso no futuro.
5. Disseminação dos conhecimentos obtidos: Na execução de qualquer projeto muitos conhecimentos e experiências são obtidos e temos a obrigação de disseminá-los, para os que quiserem trilhar o mesmo caminho não gastem recursos desnecessariamente. Acredito que a vida é um fluxo e o que chega até nós deve ser repassado adiante, principalmente conhecimentos.
Lembre-se que o sucesso deixa pistas. Estude aqueles que são sucesso.
Descubras as como eles agem e como pensam. Imite-os.
1. Sonho: Todo grande projeto nasce de um sonho. É algo que vem da alma. Ele nasce lá dentro de nós e possivelmente está ligado à nossa missão de vida.
2. Objetivo: Quando o sonho se torna mais vivo e a alma sozinha não consegue mais guardar segredo sobre ele, o coração e a mente são acionados para transformá-lo num objetivo. O objetivo é algo concreto que pode ser expresso e mensurado. Deve ser necessariamente escrito e devemos carregá-lo no bolso. Um objetivo tem as seguintes características:
• Começa com um verbo de ação (atingir, alcançar, fazer, etc.);
• Tem que apresentar uma evolução em relação à situação atual;
• Tem de ser quantificado (uma meta a atingir) e
• Tem que ter um prazo.
3. Projeto: A etapa seguinte é transformar o objetivo num projeto. No projeto temos as fases de planejamento, execução, aferição ou controle e a fase de correção dos desvios. Deve ter um nível de detalhamento suficiente para identificarmos todo o processo, principalmente para detalharmos as estratégias e ações necessárias:
a) Planejamento: No planejamento precisamos visualizar todo o caminhar na busca do objetivo. Nesta fase precisamos usar a imaginação. Precisamos detalhar:
• Os recursos humanos, materiais e financeiros necessário, citando os que já temos e os que precisamos buscar;
• Data de início;
• Prazo de execução, fazendo um cronograma das principais atividades;
• Estratégias e ações – Devemos descrever a forma como vamos caminhar até chegar ao objetivo;
• Indicadores – Devemos estabelecer de 3 a 5 indicadores chaves que nos permitirão avaliar se estamos indo na direção certa do objetivo.
b) Execução: Na execução se faz necessário muita garra e persistência. É a fase mais longa e que exige também muitos recursos e sacrifícios. É preciso acreditar. É nesta fase que muitos morrem na praia.
c) Controle: Devemos estabelecer uma periodicidade para avaliarmos a nossa performance. Pode ser diária, semanal, mensal, etc., .Deve ser compatível com o prazo do projeto. Devemos avaliar, através dos indicadores, como estamos na caminhada.
Nesta fase se faz necessário muita disciplina. Avaliar sempre na periodicidade definida. Muitos projetos não atingem o resultados esperados pelo não cumprimento deste principio.
d) Ação corretiva: Os desvios encontrados, o que realizamos em relação ao previsto, devem ser corrigidos. Acelerar, modificar as atividades ou estratégias serão necessárias.
Observa-se aqui a importância da periodicidade da avaliação. Se os desvios forem encontrados de imediato serão facilmente corrigidos, mas se ao contrário, forem identificados tardiamente, talvez nem possamos mais mudar o rumo, pois os custos da correção se tornam impraticáveis ou impossíveis.
Voltamos assim, a fase de planejamento e continuamos a girar o ciclo do projeto (planejar, fazer, controlar, corrigir, planejar, fazer, controlar,...) até que o resultado seja alcançado.
4. Comemoração: É importante a fase de comemoração do resultado alcançado, pois reforça a nossa crença de vitoriosos e teremos mais sucesso no futuro.
5. Disseminação dos conhecimentos obtidos: Na execução de qualquer projeto muitos conhecimentos e experiências são obtidos e temos a obrigação de disseminá-los, para os que quiserem trilhar o mesmo caminho não gastem recursos desnecessariamente. Acredito que a vida é um fluxo e o que chega até nós deve ser repassado adiante, principalmente conhecimentos.
Lembre-se que o sucesso deixa pistas. Estude aqueles que são sucesso.
Descubras as como eles agem e como pensam. Imite-os.
projeto de vida
Projeto de vida
Trabalho vai além de ter um emprego. Trabalhar é exercer uma ação no mundo, ação que modifica, mesmo sendo pequena tem valor e transforma.
Durante a nossa vida temos dois nascimentos fundamentais: o primeiro é o nascimento real, no mundo, e, o segundo, é o nascimento para nós mesmos e para a sociedade, que ocorre na adolescência.
No período da infância a criança está muito vinculada aos pais, são eles que pensam, desejam, idealizam e escolhem a vida da criança. Já na adolescênica muitos conflitos ocorrem porque o jovem não aceita mais o que os outros determinam para a sua vida. Nesse período nos diferenciamos de nossa família e descobrimos a nós mesmos e aos nossos desejos e projetos. Não é um momento fácil, mas é muito importante já que é nessas escolhas que o jovem busca a si mesmo.
Mesmo que a adolescência traga boas ou más recordações é nela em que o adulto vai se basear sempre que for revisar o seu projeto de vida. Esta revisão é mais comum em momentos de crise, amadurecimento, mudanças, etc. Mas você também pode repensar na vida espontaneamente.
VOCÊ COSTUMA REFLETIR SOBRE A SUA VIDA?
VOCÊ COSTUMA PENSAR NAS SUAS ESCOLHAS?
Avaliar e reavaliar a nossa vida é importante, principalmente para resgatarmos a nossa essência e autenticidade, tão obscurecida pela excesso de números, porcentagens e tendências econômicas. Pelo apelo acelerado, sofisticado e repetitivo da sociedade ao consumo.
Calma! Você não vai ser mais um excluído se escolher um caminho de vida diferente da maioria! Lógico que nossas escolhas têm consequências, mas o não escolher, não olhar para os nossos sonhos e desejos também tem. Temos que respeitar ao outro, ter uma postura ética na sociedade e também conosco mesmos. Não é à toa que tantas pessoas ficam cada vez mais deprimidas. Um dos motivos é o desrespeito consigo mesmas, o excesso de cobranças e expectativas -que vão além dos limites pessoais -, o esquecimento de seus próprios sonhos e das suas singularidades.
PENSE COM A CABEÇA E COM O CORAÇÃO:
- QUEM SOU? O QUE JULGO IMPORTANTE?
- COMO QUERO E POSSO CONTRIBUIR NO MUNDO?
- O QUE POSSO ALCANÇAR?
É importante reavaliarmos a nossa vida e os nossos objetivos e sonhos. Principalmente em relação ao trabalho é essencial resgatarmos se este corresponde ao que desejamos, se nos faz feliz e condiz com a contribuição que queremos dar ao mundo e à sociedade.
Vale a pena olharmos para dentro de nós e pecebermos o que sentimos e como nos sentimos no trabalho ou situação atual. O que podemos fazer para modificar a situação ou trazê-la mais próxima ao que queremos. Isto não é negar ou esquecer as áridas situações sócio-econômicas que nossa sociedade atravessa, porém afirmar que você será feliz se tiver muito dinheiro e se estiver bem adaptado a um cargo ou condição de trabalho não é garantia de sucesso e satisfação.
Trabalho vai além de ter um emprego. Trabalhar é exercer uma ação no mundo, ação que modifica, mesmo sendo pequena tem valor e transforma. Pensar no que queremos e podemos modificar no mundo é fundamental. O trabalho é tão importante porque nesse processo de trasformar o mundo nós mesmos também somos modificados e assim se dá a grande relação: (re) construímos o mundo ao mesmo tempo que somos (re) construídos por ele.
Pense nisso!!!
Trabalho vai além de ter um emprego. Trabalhar é exercer uma ação no mundo, ação que modifica, mesmo sendo pequena tem valor e transforma.
Durante a nossa vida temos dois nascimentos fundamentais: o primeiro é o nascimento real, no mundo, e, o segundo, é o nascimento para nós mesmos e para a sociedade, que ocorre na adolescência.
No período da infância a criança está muito vinculada aos pais, são eles que pensam, desejam, idealizam e escolhem a vida da criança. Já na adolescênica muitos conflitos ocorrem porque o jovem não aceita mais o que os outros determinam para a sua vida. Nesse período nos diferenciamos de nossa família e descobrimos a nós mesmos e aos nossos desejos e projetos. Não é um momento fácil, mas é muito importante já que é nessas escolhas que o jovem busca a si mesmo.
Mesmo que a adolescência traga boas ou más recordações é nela em que o adulto vai se basear sempre que for revisar o seu projeto de vida. Esta revisão é mais comum em momentos de crise, amadurecimento, mudanças, etc. Mas você também pode repensar na vida espontaneamente.
VOCÊ COSTUMA REFLETIR SOBRE A SUA VIDA?
VOCÊ COSTUMA PENSAR NAS SUAS ESCOLHAS?
Avaliar e reavaliar a nossa vida é importante, principalmente para resgatarmos a nossa essência e autenticidade, tão obscurecida pela excesso de números, porcentagens e tendências econômicas. Pelo apelo acelerado, sofisticado e repetitivo da sociedade ao consumo.
Calma! Você não vai ser mais um excluído se escolher um caminho de vida diferente da maioria! Lógico que nossas escolhas têm consequências, mas o não escolher, não olhar para os nossos sonhos e desejos também tem. Temos que respeitar ao outro, ter uma postura ética na sociedade e também conosco mesmos. Não é à toa que tantas pessoas ficam cada vez mais deprimidas. Um dos motivos é o desrespeito consigo mesmas, o excesso de cobranças e expectativas -que vão além dos limites pessoais -, o esquecimento de seus próprios sonhos e das suas singularidades.
PENSE COM A CABEÇA E COM O CORAÇÃO:
- QUEM SOU? O QUE JULGO IMPORTANTE?
- COMO QUERO E POSSO CONTRIBUIR NO MUNDO?
- O QUE POSSO ALCANÇAR?
É importante reavaliarmos a nossa vida e os nossos objetivos e sonhos. Principalmente em relação ao trabalho é essencial resgatarmos se este corresponde ao que desejamos, se nos faz feliz e condiz com a contribuição que queremos dar ao mundo e à sociedade.
Vale a pena olharmos para dentro de nós e pecebermos o que sentimos e como nos sentimos no trabalho ou situação atual. O que podemos fazer para modificar a situação ou trazê-la mais próxima ao que queremos. Isto não é negar ou esquecer as áridas situações sócio-econômicas que nossa sociedade atravessa, porém afirmar que você será feliz se tiver muito dinheiro e se estiver bem adaptado a um cargo ou condição de trabalho não é garantia de sucesso e satisfação.
Trabalho vai além de ter um emprego. Trabalhar é exercer uma ação no mundo, ação que modifica, mesmo sendo pequena tem valor e transforma. Pensar no que queremos e podemos modificar no mundo é fundamental. O trabalho é tão importante porque nesse processo de trasformar o mundo nós mesmos também somos modificados e assim se dá a grande relação: (re) construímos o mundo ao mesmo tempo que somos (re) construídos por ele.
Pense nisso!!!
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